Prezados leitores, nos lembra o Apóstolo São Paulo, em sua Carta aos Filipenses, acerca da necessidade de cultivar a humildade: “Por isso, tende em vós os mesmos sentimentos que houve também em Cristo Jesus.”

Tendo diante dos olhos essa máxima, apresentamos em nosso blog a Ladainha da Humildade, comumente atribuída ao Cardeal Merry del Val, secretário de Estado do Vaticano durante o pontificado de São Pio X, que tinha o piedoso costume de recitá-la após a Santa Missa. Essa oração encontra-se presente em nosso devocionário Escudo Admirável, bem como em outras publicações de nossa editora.

Rezemos sempre essa oração com espírito contrito, atentos a acompanhar com o coração aquilo que professamos com os lábios.


Ladainha da Humildade


Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade nós.
Senhor, tende piedade de nós.


Jesus manso e humilde de coração, ouvi-nos.
Jesus manso e humilde de coração, atendei-nos.
Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.


Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus.
Do desejo de ser amado,
Do desejo de ser conhecido,
Do desejo de ser honrado,
Do desejo de ser louvado,

Do desejo de ser preferido,
Do desejo de ser consultado,
Do desejo de ser aprovado,
Do receio de ser humilhado,
Do receio de ser desprezado,
Do receio de sofrer repulsas,
Do receio de ser caluniado,
Do receio de ser esquecido,
Do receio de ser ridicularizado,
Do receio de ser difamado,
Do receio de ser objeto de suspeita,

Que os outros sejam amados mais do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.
Que os outros sejam estimados mais do que eu,
Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo e que eu possa ser diminuído,
Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado,
Que os outros possam ser louvados e eu desprezado,
Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas,
Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me torne o mais santo quanto me for possível,


Ó Maria, Mãe dos humildes, rogai por nós.
São José, protetor das almas humildes,
São Miguel, que fostes o primeiro a lutar contra o orgulho e o primeiro a abatê-lo,
São Francisco, imitador de um Mestre manso e humilde,
Ó justos todos, santificados a partir do espírito de humildade,

Oremos: Ó Deus, que através dos ensinamentos e do exemplo do vosso Filho Jesus, apresentastes a humildade como chave que abre os tesouros da graça e como fundamento de todas as outras virtudes — caminho certo para o Céu —, concedei-nos, por intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria, a mais humilde e a mais santa de todas as criaturas, aceitar, agradecendo, todas as humilhações que a vossa Divina Providência nos oferecer. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.

Prezados leitores, acerca de São Francisco de Sales dizia Monsenhor Ascânio Brandão: 

“São Francisco de Sales é um mestre admirável na arte de curar e aliviar as feridas da alma. Fazei, nas aflições, uma boa leitura de São Francisco de Sales. Que alívio tereis!”

Eis que apresentamos, em nossa página, uma consoladora e edificante meditação deste insigne Doutor da Caridade, extraída de sua célebre obra Introdução à Vida Devota (Filotéia). Que essas palavras sirvam de luz e consolo diante de nossas ocupações e inquietações, especialmente quando buscamos o bom êxito de nossas obras.


Deve-se tratar dos negócios com muito cuidado, mas sem inquietação nem ansiedade

Grande diferença há entre os cuidados dos negócios e a inquietação, entre a diligência e a ansiedade. Os Anjos procuram a nossa salvação com o maior cuidado que podem, porque isto é segundo a sua caridade e não é incompatível com a sua tranquilidade e paz celestial; mas, como a ansiedade e a inquietação são inteiramente contrárias à sua bem-aventurança, nunca as têm por nossa salvação, por maior que seja o seu zelo. 

Dedica-te, Filotéia, aos negócios que estão ao teu encargo, pois Deus, que os confiou a ti, quer que cuides deles com a diligência necessária; mas, se é possível, nunca te entregues ao ardor excessivo e ansiedade. Toda inquietação perturba a razão e nos impede de fazer bem aquilo mesmo por que nos inquietamos.

Repreendendo Nosso Senhor a Santa Marta, lhe disse: Marta, Marta, tu andas muito inquieta e te embaraças com o cuidar em muitas coisas. Toma sentido nestas palavras, Filotéia. Se ela tivesse tido um cuidado razoável, não se teria perturbado; mas ela muito se inquietava e perturbava e foi esta a razão por que Nosso Senhor a repreendeu. Os rios que coleiam suave e tranquilamente através dos campos levam grandes botes com ricas mercadorias, e as chuvas brandas e moderadas dão fecundidade à terra; ao passo que os rios e torrentes, que se precipitam em borbulhões, arruínam e desolam tudo, sendo inúteis ao comércio, e as chuvas tempestuosas assolam os campos e os prados. Na verdade, obra alguma feita com precipitação saiu jamais bem feita.

(…)

Em todos os teus negócios, confia unicamente na Providência Divina, que só lhes pode dar um bom êxito. Age, no entanto, de teu lado, com uma aplicação razoável e prudência, para trabalhares sob a sua direção. Depois disso, crê-me que, se confias em Deus, o resultado será sempre favorável a ti, seja que o pareça ou não ao juízo de tua prudência.

Na conservação e aquisição dos bens terrestres, imita as crianças que, segurando-se com uma mão na mão de seu pai, com a outra se divertem em colher frutos e flores; quero dizer que te deves conservar continuamente debaixo da dependência e proteção de teu Pai celeste, considerando que Ele te segura pela mão, como diz a Sagrada Escritura, para te conduzir felizmente ao termo de tua vida e volvendo de tempos em tempos os olhos para Ele, a ver se tuas ocupações Lhe são agradáveis. Toma principalmente cuidado que a cobiça de ajuntar maiores bens não te faça largar a sua mão e negligenciar a sua proteção, porque, se Ele te abandonar, não poderás mais dar um passo sequer que não caias com o nariz no chão. 

Assim, Filotéia, nas ocupações ordinárias que exigem muita atenção, pensa mais em Deus que em teus negócios e, se forem de tal importância que ocupem toda a tua atenção, nunca deixes de levantar de vez em quando os olhos para Deus, como os navegantes que, para dirigirem o navio, mais olham para o céu que para o mar. Fazendo assim, Deus trabalhará contigo, em ti e por ti e teu trabalho te trará toda a consolação que dele esperas.

Prezados leitores, propomos a seguir uma breve e fervorosa oração de ação de graças, a ser rezada após a Santa Comunhão. Ela se encontra em nosso devocionário Adoremus e nos demais disponíveis em nosso site.
Rezemos:


Oração diante da imagem do Crucifixo

Eis-me aqui, ó meu bom e dulcíssimo Jesus! De joelhos, me prostro em vossa divina presença, e com o maior fervor de minha alma Vos rogo e suplico, que Vos digneis de imprimir em meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, e de uma verdadeira penitência de meus pecados, assim como uma vontade inabalável de emendar-me deles. Isto Vos peço ao mesmo tempo que, com o maior afeto e dor, considero comigo mesmo e contemplo no meu interior vossas Cinco Chagas, tendo diante dos olhos aquilo, ó bom Jesus, que já punha em vossa boca a respeito de Vós o profeta Davi: “Traspassaram minhas mãos e meus pés; contaram todos os meus ossos.”1

  1. Indulgência plenária nas condições ordinárias para quem rezar esta oração diante da imagem do Crucifixo, depois da Comunhão. ↩︎

Prezados leitores, convidamos vocês a meditar um dos relatos mais comoventes dedicados ao glorioso Santo Antônio. Homem de exímias virtudes, nosso taumaturgo foi um grande devoto do Sagrado Coração de Jesus, íntimo amigo do Menino Deus e discípulo muito amado de São Francisco de Assis, que, em sinal de profundo afeto e estima espiritual, chegou a chamá-lo de “meu bispo”.

O relato que apresentamos a seguir encontra-se na obra Florinhas de Santo Antônio, disponível em nosso site. Ao final, o leitor encontrará também uma breve e piedosa oração ao Deus-Menino nos braços de Santo Antônio, extraída de nosso devocionário dedicado ao santo, o Manual de Santo Antônio.

Confira a seguir


Como certo fidalgo viu a Santo Antônio abraçado ao dulcíssimo Menino e Senhor Nosso Jesus Cristo

Quando, certa vez, Santo Antônio entrou numa cidade em serviço de pregação, o senhor fidalgo que lhe deu pousada reservou-lhe aposentos retirados, a fim de não o perturbarem no estudo e oração.

Ora, estava o Santo recolhido e só em seus aposentos, quando o senhor fidalgo, discorrendo pela casa a tratar da sua vida, adregou passar perto e, levado por devota curiosidade, espreitou para dentro, às escondidas, por uma fresta que abria mesmo no lugar onde o Santo descansava. E o que hão de ver seus olhos! Um Menino mui formoso e alegre, nos braços de Santo Antônio, e o Santo a contemplar-Lhe o rosto, a apertá-Lo ao peito e a cobri-Lo de beijos.

Ficou maravilhado o fidalgo com a formosura do Menino, e todo se espantava, não atinando como explicar donde teria vindo para ali criança tão graciosa e tão bela.

E o Menino, que outro não era senão o Senhor Jesus, revelou a Santo Antônio que seu hospedeiro o estava espreitando.

Pelo que Santo Antônio, depois de findar a longa oração, chamou o senhor fidalgo e, humildemente, lhe pediu e instou que, enquanto ele vivo fosse, a ninguém revelasse a visão que espreitara.

E só depois da morte do Santo, o senhor fidalgo, com lágrimas santas, contou o milagre que seus olhos indiscretos haviam contemplado. Em louvor de Cristo. Amém.


Oração a Deus-Menino nos braços de Santo Antônio

Ó meu amabilíssimo Jesus, todo suavidade e bondade, que Vos dignastes de aparecer ao glorioso Santo Antônio na forma de menino e descansastes nos seus braços, a fim de testemunhar-lhe o vosso amor, eu Vos adoro com todos os afetos do meu coração. Desejo amar-Vos tão ardentemente como Santo Antônio na sua vida.

Para recompensar este amor, que este servo fiel Vos consagrou, lhe aparecestes visivelmente, descendo aos seus braços e comunicando-lhe naquele momento venturoso um antegosto das alegrias celestes.

Por aquele amor, que consagrastes a Santo Antônio, ouvi, meu bom Jesus, minhas súplicas. A Vós nada é impossível. Purificai cada vez mais a minha alma, a fim de receber-Vos sempre dignamente na Sagrada Comunhão.

Prendei pelos laços do amor divino o meu coração tão firmemente ao vosso, que nada neste mundo seja capaz de separar-me de Vós. Fazei que, de hoje em diante, eu ache a minha consolação mais suave, a minha alegria em amar-Vos de todo o coração, de toda a minha alma, com todas as forças no tempo e na eternidade.

Prezados leitores, é bem verdade que, nesta vida — neste vale de lágrimas — há dores comuns a todas as almas, que nos flagelam o coração mais cedo ou mais tarde, entre elas a dor da perda de alguém que muito amamos. Nossa Senhora, a Virgem Mãe lacrimosa, também não foi isenta dessa realidade: primeiro, ao separar-se do seu castíssimo esposo, São José; depois, ao se ver durante três dias sem o seu amado Jesus.

No entanto, ao ressurgir da morte, Nosso Senhor nos abre as portas do Céu e, com elas, nos revela uma feliz realidade: tornaremos a ver aqueles que nos foram queridos e juntos gozaremos da bem-aventurança eterna na presença de Deus, se, pela graça, permanecermos fiéis a Ele.

Por isso, trazemos em nossa página uma breve e consoladora oração, extraída do nosso livro No Céu nos Reconheceremos, para que possamos reencontrar, na bem-aventurança, aqueles que nos foram caros.

Rezemos: 


Oração a Nosso Senhor Jesus Cristo

Divino Jesus, que pusestes em vosso Coração todas as nossas legítimas afeições para abençoá-las e santificá-las, e Vos dignastes gozar das alegrias da piedade filial e mesmo dar aos homens o doce nome de amigo: onde estão agora, Senhor, estes meus amigos e parentes? Estão no Céu, junto de Vós e de vossa Mãe muito amada, a quem reconheceis como ela Vos reconhece? Ah! Quanto desejo, eu também, reconhecer minha mãe na glória celeste e ser por ela reconhecido, torná-la a ver com meu pai e meus irmãos, e tornar a ver juntamente todos os meus parentes e amigos!


Ó Deus de amor, Deus do tabernáculo e da Santa Mesa, cujo Corpo nos reúne num mesmo banquete neste mundo e guarda as nossas almas para a vida eterna, guardai, guardai também todos os membros da minha alma, todos os membros do meu coração, isto é, todas as pessoas que amo; guardai-as para a vida, guardai-as para a eternidade, e fazei que nos encontremos todos no banquete dos Céus. Fazei, sobretudo, que aí encontre a alma que me era especialmente querida. Que ela e eu nos reconheçamos, que eu saiba tudo o que ela faz em segredo por mim, e que lho agradeça eternamente na Pátria dos bem-aventurados. Assim seja.

Prezados leitores, o Santo Rosário, também conhecido como Saltério Mariano, é, sem dúvidas, uma das devoções populares mais enraizadas na história da Igreja. Sua origem encontra-se associada ao Saltério Davídico, isto é, aos 150 Salmos tradicionalmente rezados nos mosteiros como parte do Ofício Divino. No entanto, como o acesso às Escrituras e ao Breviário não era comum entre os leigos — e considerando que muitos deles, assim como alguns religiosos, eram analfabetos —, passou-se a substituir a recitação dos 150 Salmos pela repetição de 150 Pai-Nossos ou Ave-Marias, preservando assim a estrutura do Saltério por meio de uma forma de oração acessível a todos.

São Domingos de Gusmão, no entanto, popularizou o Santo Rosário. Assim nos recorda um breve texto presente em nosso devocionário Mês de Maria

“São Domingos, fundador da Ordem Religiosa dos Pregadores, para opor uma barreira à heresia dos albigenses, que no seu tempo infestava os povos, especialmente da França, por inspiração da Santíssima Virgem, a quem para tal fim havia recorrido, instituiu e promulgou efetivamente, por volta do ano 1214, a devoção do Santo Rosário, a qual em todos os séculos tem produzido no cristianismo os maiores benefícios e prodígios.”

Rezemos com atenção: 


O SANTO ROSÁRIO

Oferecimento do Terço

Divino Jesus, nós Vos oferecemos este Terço que vamos rezar, contemplando os cinco mistérios gozosos e os demais de nossa Redenção. Concedei-nos, pela intercessão de Maria, vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes que nos são necessárias e a graça de ganharmos as indulgências anexas a esta santa devoção.

No princípio, reza-se o Credo (como profissão de santa fé, que é a disposição mais necessária para a eficácia da oração). Em seguida, um Pai-Nosso, três Ave-Marias e um Glória ao Pai (em honra das três Pessoas da Santíssima Trindade e para alcançar aumento de fé, esperança e caridade).1

MISTÉRIOS GOZOSOS
(Para as segundas e quintas-feiras)

Primeiro Mistério
A Encarnação do Verbo Divino


Neste primeiro mistério, se considera como o Arcanjo Gabriel é enviado à Virgem Imaculada para anunciar-lhe que, permanecendo sempre Virgem, seria Mãe do Filho de Deus.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Segundo Mistério
A visita de Nossa Senhora a Santa Isabel


Neste segundo mistério, se considera como Maria Santíssima visita a sua prima Santa Isabel, demorando-se com ela três meses, servindo-a como humilde serva.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Terceiro Mistério
O Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo


Neste terceiro mistério, se considera como Jesus, Salvador do mundo, nasce à meia-noite em Belém e é colocado por Maria Santíssima, sua mãe, num presépio.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quarto Mistério
A apresentação de Jesus no templo


Neste quarto mistério, se considera como a Virgem puríssima apresenta seu Divino Filho no templo e O põe nos braços do Santo velho Simeão.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quinto Mistério
O encontro do Menino Jesus no templo


Neste quinto mistério, se considera como a Virgem Santíssima, tendo perdido o Menino-Deus, que então era da idade de doze anos, O acha no templo entre os doutores.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

MISTÉRIOS DOLOROSOS
(Para as terças e sextas-feiras)

Primeiro Mistério
A agonia de Jesus no Horto das Oliveiras


Neste primeiro mistério, se considera como Nosso Senhor Jesus Cristo derrama suor de Sangue em agonia no Horto das Oliveiras.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Segundo Mistério
A flagelação de Jesus


Neste segundo mistério, se considera como o inocentíssimo Jesus, em expiação dos nossos pecados, é cruelmente açoitado em casa de Pilatos.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Terceiro Mistério
O tormento da coroação de espinhos


Neste terceiro mistério, se considera como o Divino Salvador é coroado com agudíssimos espinhos.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quarto Mistério
Jesus Cristo no caminho do Calvário


Neste quarto mistério, se considera como o Santíssimo Filho de Deus leva, por nosso amor, aos ombros o pesado lenho da Cruz até o Monte Calvário.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quinto Mistério
A morte de Jesus no Calvário


Neste quinto mistério, se considera como Nosso Senhor e Salvador é despido de seus vestidos, pregado na Cruz com duros cravos e nela expira em presença de sua aflitíssima mãe.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

MISTÉRIOS GLORIOSOS
(Para as quartas-feiras, sábados e domingos)

Primeiro Mistério
A Ressurreição de Jesus Cristo


Neste primeiro mistério, se considera como Nosso Senhor Jesus Cristo, ao terceiro dia depois de sua Paixão e Morte, ressuscita glorioso e triunfante.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Segundo Mistério
A gloriosa Ascensão de Jesus


Neste segundo mistério, se considera como Nosso Senhor Jesus Cristo, quarenta dias depois de sua gloriosa Ressurreição, sobe ao Céu com admirável triunfo.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Terceiro Mistério
A vinda do Espírito Santo


Neste terceiro mistério, se considera como desce do Céu o Espírito Santo sobre os apóstolos, reunidos com Maria Santíssima no cenáculo de Jerusalém, onde, por ordem de Jesus, permaneciam em oração.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quarto Mistério
A Assunção de Maria Santíssima ao Céu


Neste quarto mistério, se considera como a Virgem Imaculada e Mãe de Deus, Maria, depois de sua morte preciosíssima, é levada ao Céu pela virtude divina de seu Filho.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Quinto Mistério
Coroação de Maria no Céu


Neste quinto mistério, se considera como a Virgem Maria foi coroada pela Santíssima Trindade, Rainha dos Anjos e dos homens, ficando ao mesmo tempo Mãe carinhosa e doce refúgio de todos os pobres pecadores.
1 Pai-Nosso, 10 Ave-Marias e 1 Glória ao Pai.

Fazer o agradecimento ao final do Terço ou do Rosário:


Infinitas graças vos damos, Soberana Rainha, pelos benefícios que todos os dias recebemos de vossas mãos liberais. Dignai-vos, agora e para sempre, tomar-nos debaixo de vosso poderoso amparo, e, para mais vos obrigar, vos saudamos com uma: Salve, Rainha…

Após a Salve-Rainha, convém concluir o Terço ou Rosário com a Ladainha de Nossa Senhora.

  1. Após cada Glória ao Pai, convém rezar a oração ensinada por Nossa Senhora em Fátima: “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o Céu e socorrei principalmente as que mais precisarem.” ↩︎

Prezados leitores, o texto de hoje, tirado do livro Imitação do Sagrado Coração de Jesus, publicado pela nossa editora, recorda-nos uma das máximas de Nosso Senhor Jesus Cristo pregada no Evangelho e que deve estar gravada em nossa memória e em nosso coração:

“Vinde a Mim todos os que estais fatigados e carregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para as vossas almas.

O mundo, a agitação, o desassossego da vida e a inconstância do coração impedem-nos de viver tranquilos. E, não raro, imersos nessa inquietação, esquecemo-nos de que fomos criados para a eternidade e que, portanto, nada do que é passageiro pode nos saciar. 

Sigamos, pois, o exemplo do homem prudente que edificou sua casa sobre a rocha, fixando o nosso coração em um único e seguro fundamento: o Coração de Jesus. 

Confira a meditação a seguir: 


Nosso coração encontra no Coração de Jesus o verdadeiro repouso e a genuína felicidade

1. Jesus. Filho, se queres alcançar a verdadeira felicidade, aplica o teu coração à imitação e à convivência do meu Coração.

N’Ele encontrarás a paz e a tranquilidade que o mundo não pode dar nem tomar. Se uma vez entrasses perfeitamente no íntimo do meu Coração, daí verias todas as coisas terrenas como realmente são e não como as avaliam os insensatos idólatras do mundo.

Facilmente te libertarias dos cuidados supérfluos e penosos das criaturas, e só os bens verdadeiros julgarias dignos de ti. Teu coração, sujeito a contínuas vicissitudes, muda sete vezes por dia. Inconstante como o mar, ora está alegre, ora triste, tranquilo ou agitado, umas vezes inflamado no amor das criaturas, outras, enfastiado com a sua vaidade; agora, fervoroso, logo depois tíbio.

Se, porém, teu coração estivesse unido ao meu, far-se-ia subitamente grande e duradoura serenidade.

Seguro por estar unido ao meu Coração, permanecerias como em porto seguro sempre o mesmo, inabalável e inacessível a qualquer mudança, quer soprasse vento favorável quer contrário.

Se te esconderes no meu Coração, nenhum inimigo te poderá prejudicar. O diabo ronda à procura de presa, e arrasta muitos consigo à perdição. De ti, porém, não conseguirá aproximar-se nem perturbar-te a paz.

3. Oxalá conhecesses o dom de Deus e soubesses quantos bens encerra! Na verdade, nele se encontra teu repouso e toda a tua felicidade.

A paz constante, a segurança imperturbável, a verdadeira alegria do coração são a partilha de quantos amam e habitam o meu Coração.

De que servem as riquezas, as honras, os prazeres, se o coração não se sentir tranquilo e satisfeito? Que pode dar-nos o mundo inteiro senão inquietações e dissabores? Por conseguinte, sejam quais forem os teus bens, estarás infeliz até repousares em Mim, que sou o único capaz de contentar-te.

4. Discípulo. Assim atesta-me a experiência, ó Senhor. Pois em todas as coisas busquei a paz e só encontrei contínuas perturbações.

Para vossa glória e nosso bem, quisestes que só em Vós nosso coração encontrasse a paz. “Criastes-nos para Vós, ó Senhor, e nosso coração sente-se inquieto e infeliz até descansar em Vós” (Santo Agostinho).

Ó dulcíssimo Coração de Jesus! Delícia da Santíssima Trindade! Alegria de todos os anjos e santos! Bem-aventurado paraíso das almas! Que hei de querer fora de Vós, se aí encontro tudo que posso e devo desejar? Em Vós o Céu encontra o seu gozo, a terra a sua felicidade. Sendo Vós a bem-aventurança de todos, por que não sereis a minha? Sim, ó Jesus dulcíssimo de Coração, sois meu repouso, minha bem-aventurança para sempre.

Prezados leitores, sejam bem-vindos a mais um conteúdo preparado por nossa equipe. 

Nesta quinta-feira a Igreja nos convida ao recolhimento e à oração, dedicando alguns minutos do nosso dia a fazer companhia a Nosso Senhor Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia. Rezemos, então, com uma breve oração para esse momento, retirada do nosso devocionário Escudo Admirável, seguida do hino Tantum Ergo Sacramentum, composto por São Tomás de Aquino, teólogo e Doutor da Igreja. 


Oração preparatória à adoração do Santíssimo Sacramento

Graças e louvores, ó Jesus, Vos sejam sempre dados no sacramento de vosso amor. Ó Amor digno de todos os amores celestes e terrestres! Foi por um ilimitado amor para comigo, ingrato pecador, que Vós revestistes a nossa humanidade, derramastes o vosso Preciosíssimo Sangue na vossa dolorosa flagelação, e que morrestes sobre uma Cruz ignominiosa para nos salvar a todos. Agora que me ilumina uma viva fé, é com toda a efusão de minha alma e todo o fervor do meu coração que humildemente Vos peço, pelos infinitos merecimentos de vossos acerbos sofrimentos, que me deis ânimo e força para destruir todas as más paixões que dominam no meu coração, bendizer-Vos nas minhas maiores aflições, glorificar-Vos com o exato cumprimento de todos os meus deveres, detestar inteiramente o pecado e santificar-me.

Depois da Oração preparatória, dirá o Hino:

Tantum Ergo Sacramentum

Tantum ergo Sacramentum
Veneremur cernui:
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Præstet fides supplementum
Sensuum defectui.

Genitori, Genitoque
Laus et jubilatio,
Salus, honor, virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio. Amen.

℣. Panem de cælo præstitisti eis.
℟. Omne delectamentum in se habentem.
Inclinados adoremos
Sacramento tão augusto;
Ao novo Mistério ceda
O documento vetusto;
Supra em nós da fé o efeito
Dos sentidos o defeito.

Louvor e júbilo seja
Ao Pai, ao Filho supremo,
Salvação, honra perene,
A bênção, poder eterno:
De ambos procede esse amor,
A quem cabe igual louvor. Amém.

℣. Destes-lhes, Senhor, o Pão do Céu.
℟. Que em si contém toda a doçura.

Oremos

Ó Deus, que neste admirável Sacramento nos deixastes a memória da vossa Paixão: concedei-nos, como rogamos, para por tal modo veneremos os sagrados mistérios do vosso Corpo e Sangue, que continuamente sintamos em nós os frutos da vossa Redenção. Vós que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.

Queridos leitores, lhes apresentamos uma reflexão a respeito de uma virtude tão cara para nosso crescimento espiritual e tão banalizada nos dias de hoje: a pureza.

No livro ‘Caminho reto e seguro para chegar ao Céu‘ de Santo Antônio Maria Claret, o autor aborda diversos remédios para curar os males do pecado, e recorre, inclusive, a relatos de almas já condenadas, como sério aviso e salutário alerta, a fim de nos preservar das mesmas quedas.

Meditemos hoje sobre o pecado da impureza e os remédios para recuperarmos a pureza de corpo e de alma.


Ais do glutão e do luxurioso


“Pecador que me imitas… Ai, olha… vês? Eis o fruto de meus deleites… Que tormentos! Ah! A ti ainda te é concedido tempo para arrepender-te; aproveita-o, olha os tormentos que te esperam.
Foge dos teatros, dos cafés e tabernas; lança às chamas essas pinturas, livros e papeis desonestos e indecentes; rasga essas vestes que ofendem o pudor; foge dos jogos, de cortejos e de bailes; aparta-te das más companhias; não saias de noite, não faças contigo nem com outros coisas desonestas; não fales, nem contes, nem cantes coisas impuras; se o fizeres… ai! te condenarás como eu: ai! ai!…

Remédios para curar a impureza


– De manhã e à noite pede à Mãe da pureza, à Santíssima Virgem, esta preciosa joia, saudando-a para este fim com três Ave-Marias;


– Logo que tiveres algum pensamento impuro, despreza-o imediatamente, e dize a Maria: Virgem Santíssima, valei-me, assiste-me;


– Aparta-te das más companhias, de bailes e galanteios; nem pelas capas hás de tocar em livros ou papéis desonestos; não olhes para pinturas ou estampas ou outros objetos provocativos; e, sobretudo, guarda-te de fazer acenos ou ações escandalosos;


– Veste com modéstia, come e bebe com temperança; não profiras palavras indecentes; não escutes nem acompanhes más conversas; e não dês liberdade a teus olhos;


– Lembra-te que Deus te vê, e que tem poder para tirar-te a vida aqui mesmo e lançar-te aos infernos; como aconteceu, entre outros, a Onã, que morreu no ato de cometer um pecado desonesto e foi condenado;


– Frequenta os Santos Sacramentos.

Prezados leitores, uma das mais belas e recitadas orações dedicadas à Santíssima Virgem Maria é a Ladainha de Nossa Senhora. Também conhecida como Ladainha Lauretana, ela está intimamente associada ao Santuário de Nossa Senhora de Loreto, na Itália, de onde se difundiu rapidamente entre os numerosos peregrinos que ali acorriam e aprendiam a recitá-la, tendo sido aprovada oficialmente pelo Papa Sisto V em 1587.

Convém entender, ainda que brevemente, o que seria uma ladainha. Trata-se de uma súplica ou rogação: uma oração comumente rezada de forma alternada entre o povo e o sacerdote, embora possa ser rezada individualmente. Nela se invoca a misericórdia de Deus — expressa, por exemplo, na repetição do Kyrie eleison  (“Senhor, tende piedade”) — ou recorre-se aos Santos, nossos fiéis intercessores.

Desta forma, os títulos empregados na Ladainha de Nossa Senhora não encontram-se distribuídos de forma aleatória. Pelo contrário, são ordenados de modo a, primeiramente, enaltecer a santidade, maternidade divina e perpétua virgindade de Maria. Em seguida, aparecem os títulos tirados do Antigo Testamento. Após estes, seguem-se aqueles que realçam sua bondade e misericórdia para com os pobres pecadores, encerrando-se a ladainha com os títulos que nos recordam a realeza da Mãe de Jesus Cristo.

Rezemos juntos: 


Ladainha de Nossa Senhora

Kyrie, eleison.
Christe, eleison.
Kyrie, eleison.

Christe, audi nos.
Christe, exaudi nos.

Pater de cælis, Deus, miserere nobis.
Fili, Redemptor mundi, Deus,
Spiritus Sancte, Deus,
Sancta Trinitas, unus Deus,

Sancta Maria, ora pro nobis.
Sancta Dei Genitrix,
Sancta Virgo virginum,
Mater Christi,
Mater divinæ gratiæ,
Mater purissima,
Mater castissima,
Mater inviolata,
Mater intemerata,
Mater amabilis,
Mater admirabilis,
Mater boni consilii,
Mater Creatoris,
Mater Salvatoris,
Virgo prudentissima,
Virgo veneranda,
Virgo prædicanda,
Virgo potens,
Virgo clemens,
Virgo fidelis,
Speculum justitiæ,
Sedes sapientiæ,
Causa nostræ lætitiæ,
Vas spirituale,
Vas honorabile,
Vas insigne devotionis,
Rosa mystica,
Turris Davidica,
Turris eburnea,
Domus aurea,
Foederis arca,
Janua cæli,
Stella matutina,
Salus infirmorum,
Refugium peccatorum,
Consolatrix afflictorum,
Auxilium Christianorum,
Regina Angelorum,
Regina Patriarcharum,
Regina Prophetarum,
Regina Apostolorum,
Regina Martyrum,
Regina Confessorum,
Regina Virginum,
Regina Sanctorum omnium,
Regina sine labe originali concepta,
Regina in cælum assumpta,
Regina sacratissimi Rosarii,
Regina pacis,

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, parce nobis, Domine.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, exaudi nos, Domine.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

℣. Ora pro nobis, Sancta Dei Genitrix.
℟. Ut digni efficiamur promissionibus Christi.

Oremus: Concede nos famulos tuos, quæsumus, Domine Deus, perpetua mentis et corporis sanitate gaudere, et gloriosa beatæ Mariæ semper Virginis intercessione, a præsenti liberari tristitia et æterna perfrui lætitia. Per Christum, Dominum nostrum. ℟. Amen.

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
Espírito Santo, que sois Deus,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Santa Maria, rogai por nós.
Santa Mãe de Deus,
Santa Virgem das virgens,
Mãe de Jesus Cristo,
Mãe da divina graça,
Mãe puríssima,
Mãe castíssima,
Mãe imaculada,
Mãe intacta,
Mãe amável,
Mãe admirável,
Mãe do bom conselho,
Mãe do Criador,
Mãe do Salvador,
Virgem prudentíssima,
Virgem venerável,
Virgem louvável,
Virgem poderosa,
Virgem benigna,
Virgem fiel,
Espelho de justiça,
Sede de sabedoria,
Causa da nossa alegria,
Vaso espiritual,
Vaso honorífico,
Vaso insigne de devoção,
Rosa mística,
Torre de Davi,
Torre de marfim,
Casa de ouro,
Arca da aliança,
Porta do Céu,
Estrela da manhã,
Saúde dos enfermos,
Refúgio dos pecadores,
Consoladora dos aflitos,
Auxílio dos Cristãos,
Rainha dos Anjos,
Rainha dos Patriarcas,
Rainha dos Profetas,
Rainha dos Apóstolos,
Rainha dos Mártires,
Rainha dos Confessores,
Rainha das Virgens,
Rainha de todos os Santos,
Rainha concebida sem pecado original,
Rainha assunta ao Céu,
Rainha do sacratíssimo Rosário,
Rainha da paz,

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

℣. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Senhor Deus, nós Vos suplicamos que concedais a vossos servos lograr perpétua saúde de alma e corpo e que, pela gloriosa intercessão da Bem-aventurada e sempre Virgem Maria, sejamos livres da presente tristeza e gozemos da eterna alegria. Por Cristo Nosso Senhor. ℟. Amém.