Quem poderá mensurar a grandeza da alegria e da satisfação do glorioso São José ao dedicar toda a sua vida aos cuidados de Jesus e Maria? Se, para um simples pai de família, já é motivo de grande júbilo trabalhar para sustentar o filho, vê-lo crescer sob seu afeto, autoridade e proteção, quais não terão sido os sentimentos do humilde carpinteiro de Nazaré ao contemplar, dia após dia, o crescimento do próprio Filho de Deus sob o mesmo teto, confiado à sua paternidade?

Meditemos tão magnífico mistério por meio do texto a seguir, extraído do capítulo nono, intitulado “Ocupações em Nazaré”, do livro Os Ensinamentos de Nazaré, do Pe. Júlio Maria de Lombaerde.


Enquanto Maria se entregava às ocupações ordinárias, de uma condição modesta, José, por sua vez, aplicava-se aos trabalhos da sua profissão, ganhando com seu labor quotidiano o sustento da pequena Família.

Que satisfação não devia experimentar, em seus trabalhos, o piedoso artífice! Quem dirá as consolações que sentia o humilde carpinteiro, quando tinha sob os olhos esta Divina Criança, por cujo amor se dedicava?

Como exultava, ao pensar que o preço dos seus suores era destinado a nutrir o Rei do Céu e a Mãe de Deus! Quem descreverá a emoção que dele se apoderava, quando via estes ilustres convivas sentados com ele à pobre mesa? Oh! Que alegria intensa e suave não sentia, quando, ao findar o dia, lhe era dado estreitar o Salvador em seus braços e receber as suas demonstrações de amor!

Ele se sentia, então, aliviado de todas as fadigas, e com usura recompensado de todos os sofrimentos.

Não teria trocado a sua sorte pela sorte dos Anjos.

Ó Maria! Ó José! Não se extasiava a vossa alma a este aspecto?… Que sentimentos, sobretudo, deviam agitar o vosso coração, cada vez que este Filho querido vos saudava com a sua voz doce e penetrante, chamando-vos Mãe ou Pai! Dizei-nos, dizei-nos, quais eram as vossas impressões, quando Jesus, sentado a vosso lado, vos testemunhava, com sua linguagem divina, a amizade que vos tinha e o reconhecimento que guardava por todas as vossas atenções!

Oh! Os próprios Anjos seriam impotentes para nos dar uma ideia.

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