Caríssimos leitores,
O mês de maio se aproxima e com ele, uma devoção belíssima que faz parte da nossa tradição católica há centenas de anos: dedicá-lo a Nossa Senhora. Mas você sabe como esta devoção começou? Queremos te apresentar a origem desta tradição católica em nosso texto de hoje.
Confira a seguir:


O costume de dedicar todo o mês de maio a Nossa Senhora popularizou-se primeiramente na Itália, com as primeiras práticas devocionais documentadas no século XVI – conta-se que São Filipe Néri reunia crianças em torno do altar da Santíssima Virgem para que oferecessem flores a Maria, simbolizando as virtudes que deveriam ser vividas -, embora as primeiras associações entre o mês das flores na Europa e a devoção a Maria tenham raízes medievais, com menções poéticas feitas já pelo Rei de Castela, Afonso X, o Sábio, no século XIII. Porém foi somente no decorrer do século XVIII que surgiram os primeiros livros dedicados a consolidar essa devoção, destacando-se os escritos pelos jesuítas italianos Annibale Dionisi (o “Mês de Maria”, publicado em 1725), Francesco Lalomia (livro publicado em 1758) e Alfonso Muzzarelli (publicação de 1785)’, este último ganhando em um século centenas de edições, em variadas línguas.

A partir de então, a devoção do Mês de Maria espalhou-se por todo o orbe católico, sendo universalizada pelo Papa Pio VII em 1815, com a concessão de indulgências a quem honrar essa devoção.

Na França, a prática do Mês de Maria foi estabelecida pelo padre jesuíta Pierre Doré, que traduziu a obra do Pe. Lalomia em 1787, às vésperas da Revolução. Muitos outros livros sob o mesmo título ou semelhante — “O Mês de Maria” – surgiram anos depois, embora um dos que tiveram sucesso mais duradouro e generalizado foi aquele que deu origem à presente obra: “O Novo Mês de Maria, ou o mês de maio consagrado à glória da Mãe de Deus”, publicado originalmente em 1831, por “um padre da Diocese de Belley”.

O mesmo sentimento de devoção, que desde longo tempo havia inspirado aos servos de Maria que a honrassem três vezes ao dia – pela manhã, ao meio-dia e à noite -; que lhe consagrassem um dia em cada semana, que é o sábado; que celebrassem ao menos uma festa a cada mês em sua honra; lhes sugeriu a feliz lembrança de lhe consagrarem um mês inteiro no decurso do ano.

“Ora, quando se faz uma oferta — diz o Padre Francesco Lalomia -, deve sempre apresentar-se o melhor. Por isso, é que se escolheu de preferência o mais formoso mês do ano”. Outro motivo, não menos louvável, que deu causa ao estabelecimento desta devoção, foi afastar o povo dos perigosos prazeres que a primavera traz consigo — e aos quais o mês de maio era quase inteiramente dedicado em algumas partes da Itália. Este mês era, com efeito, em muitos lugares, um tempo de dissipação, que se costumava passar em festas e divertimentos profanos, tantas e tantas vezes funestos à inocência. Mas, por meio desta feliz devoção, esse tempo de desordem se achou em breve transformado em dias de salvação.

(…) Finalmente, para incitar mais eficazmente os fiéis à santa prática de que falamos, acrescentaremos que o nosso Santo Padre o Papa Pio VII, de santa memória, quis que todo este mês fosse um mês privilegiado, um mês de perdão e de santificação, durante o qual os tesouros espirituais da Igreja não cessassem de derramar-se todos os dias em favor de seus filhos. Por um Rescrito de 21 de março de 1815, este venerável pontífice concede a todos os fiéis que fizerem cada dia, durante o mês de maio, alguma oração pública ou particular, ou qualquer outra obra de piedade em honra da Santíssima Virgem, trezentos dias de indulgência por cada vez, e uma indulgência plenária no dia que quiserem escolher — confessando-se, comungando e orando pelas necessidades da Igreja. O mesmo Rescrito concede aos fiéis a faculdade de aplicar estas indulgências pelas almas do Purgatório.


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