Que deve fazer quem quer ser santo pela pequena via de Santa Teresinha?

Deve amar a Deus como a criancinha ama a seus pais.

Como é que a criancinha ama os pais?

Ama-os com humildade e simplicidade de coração.

Como pratica a criança a sua humildade?

A criança pratica a humildade reconhecendo que é fraca e indigente e sem recursos. Assim, a alma cristã, com humildade, deve reconhecer que, sem auxílio de Deus, nada pode e nada consegue para ser santa.

Como pratica a criança a simplicidade de coração?

Tendo uma confiança cega na bondade dos pais, entregando-se totalmente nas mãos deles. Assim, a alma cristã pratica a simplicidade do coração pela total entrega nas mãos de Deus.

É esta a doutrina de Santa Teresinha?

Sem dúvida, pois escreve: “O que a Deus agrada é ver que eu me comprazo na minha baixeza e na minha pobreza; o que Lhe agrada é a confiança cega que tenho na sua misericórdia.” “Ser sempre criancinha é reconhecer o próprio nada, esperar tudo de Nosso Senhor, não se afligir muito com as próprias faltas; é, enfim, renunciar a adquirir fortuna e não se inquietar com coisa alguma.”

É esta a doutrina de Jesus Cristo?

Certamente. Pois Ele diz: “Se vos não converterdes e vos não fizerdes como pequeninos, não haveis de entrar no Reino dos Céus.” (São Mateus 18, 3)

É esta a doutrina da Igreja?

Decerto. Bento XV declarou: “O segredo da perfeição está na infância espiritual.” Na Missa, a Igreja pede “a graça de seguir os vestígios da Santa Virgem Teresa em humildade e simplicidade de coração”. Pois estas duas virtudes constituem a pequena via da Santa.

Como alguém, sendo adulto, pode ser criança?

Não corporalmente, mas espiritualmente, depondo, como diz o Apóstolo, toda a malícia como
crianças recém-nascidas. O Papa Pio IX disse: “As minhas únicas aspirações são tornar-me uma criancinha nos braços de Deus.”

Por que estas duas virtudes — da humildade e simplicidade do coração — são suficientes para tornar alguém santo?

Porque ambas são virtudes chamadas gerais. Cada uma delas, quando perfeitamente praticada, abrange todas as virtudes cristãs. Pois o humilde, que, pela estima que tem de Deus, chama mau o que Deus reprova e bom o que Ele aprova, tem, portanto, prudência; cumpre com os seus deveres; tem justiça; guarda os limites traçados por Deus no uso das criaturas; tem temperança; arrosta todos os obstáculos no serviço de Deus; tem fortaleza; tudo crê o que Deus revela; tem fé; confia obter o que Deus promete; tem esperança; nada reserva a si, mas tudo entrega a Deus; tem caridade heroica. Portanto, quem é perfeitamente humilde é santo.
O mesmo se pode dizer da total entrega nas mãos de Deus. Portanto, a pequena via de Santa Teresinha é o caminho da santidade e do amor a Deus.

Por que este método é chamado de pequena via?

Para indicar que os meios nele empregados estão ao alcance de todos, também dos pequeninos, não capazes de virtudes extraordinárias e admiráveis. Pio XI diz da Santa: “Sem fazer coisas extraordinárias, desempenhou as suas obrigações com alegria, generosidade e perseverança, e praticou nisso as virtudes heroicas.”

Já se vê que, se queremos conhecer detalhadamente a pequena via de Santa Teresinha, é mister percorrer as virtudes principais em que se evidencia o seu método da “via da infância espiritual”.


O Breve Catecismo sobre a Pequena Via de Santa Teresinha1 encontra-se no apêndice do Manual do Devoto de Santa Teresinha, disponível em nossa loja. Além de orações e novenas, esse devocionário traz uma série de instruções acerca da doutrina daquela que foi a mais jovem santa a ser declarada Doutora da Igreja. Nele é possível encontrar também outras orientações e recomendações que todo fiel católico deve saber para bem trilhar a sua caminhada espiritual. Acesse o nosso site e adquira.

  1. Extraído da obra Rosas de Santa Teresinha do Menino Jesus, do Pe. João Baptista Reus, S.J. (2ª ed., Winterberg, J. Steinbrener, editor da S. Sé, Lisboa/Porto, 1932.) — imprimi pOtest. Porto Alegre, 22 de janeiro de 1932. Pe. Arntzen, S.J., Praep. Prov. Bras. Mer.; imprimatur. Episc. Ordinariatus B. Budvicensis, 11 de outubro de † Simon, Episcopus. ↩︎

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