- Jesus. Fui morto, filho, e eis que vivo pelos séculos dos séculos.
Descera de junto ao Pai e viera ao mundo. Deixei o mundo para voltar ao Pai (Jo 16, 28).
Todavia, o amor do meu Coração não permitia nem sofria que deixasse órfãos aqueles que Eu amava mais que a minha vida.
O amor do Pai me convidava para ser glorificado junto dele na claridade que a seu lado já tive, antes que o mundo existisse (Jo 17,5).
Ao invés, o amor aos homens me convidava e obrigava a que permanecesse, para consolá-los em toda tribulação desta vida. E eis que o meu Coração inventou um meio de satisfazer o meu amor para com o Pai, bem como o amor para com os homens.
E um mistério, filho, que eu, depois de subir ao Céu, estou assentado à direita de Deus e, contudo, permaneço convosco até à consumação dos séculos. Mistério, que nenhum mortal jamais imaginaria, se Eu não o tirasse do meu Coração. Mistério transcendente a toda a natureza criada. Mistério, enfim, que excede todo o poder finito.
Havia mister, pois, milagres estupendos, possíveis tão somente pela onipotência divina. Mas o amor triunfa. O amor que no meu Coração Divino concebeu a ideia, ali também achou a força para realizá-la.
Tudo me é possível e tudo me é fácil, quando o quer meu Coração, cujo querer é idêntico com o poder e o realizar.
📖 Livro: Imitação do Sagrado Coração de Jesus, páginas 495, 496.
Por graça de Deus e de Nossa Senhora, hoje completamos 5 anos de trabalho. Tudo começou em abril de 2021, com a pré-venda do Escudo Admirável. Naquele tempo, não imaginávamos até onde esse caminho nos levaria.
Começamos como um casal de noivos, com a ajuda generosa de alguns amigos. Hoje, somos uma família — aguardando nosso terceiro filho — e também uma editora que alcança milhares de outras famílias.
Ao longo desses anos:
• 26 títulos publicados
• mais de 90 mil livros impressos
• mais de 50 mil leitores em todo o Brasil (e também no exterior)
Tudo isso sendo uma editora familiar, sem investimentos externos, situada no menor estado do país e com grande parte do trabalho realizado dentro de nossa própria casa.
Recebemos diariamente o carinho de vocês — e buscamos retribuir com fidelidade à Tradição católica, cuidado editorial e zelo em cada livro enviado.
Sabemos que nem sempre conseguimos atender a todos os pedidos, mas seguimos firmes no propósito de oferecer obras que realmente auxiliem a vida espiritual.
Nosso sincero agradecimento a cada um de vocês. Este aniversário também é seu.
Pedimos ainda uma pequena caridade: rezem uma Ave-Maria por nossa editora. Este tem sido, com sinceridade, o ano mais desafiador de nossa história — e contamos com suas orações.
👉 Aproveite também para visitar nossa loja: preparamos ofertas especiais para celebrar esta data.
Que a Santíssima Virgem Maria, Domus Aurea, vos abençoe.
Se for da vontade de Deus, que venham muitos anos de trabalho, para maior honra e glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Mateus e Diana Barbosa
Fundadores da Editora Domus Aurea

Caríssimos leitores,
O mês de maio se aproxima e com ele, uma devoção belíssima que faz parte da nossa tradição católica há centenas de anos: dedicá-lo a Nossa Senhora. Mas você sabe como esta devoção começou? Queremos te apresentar a origem desta tradição católica em nosso texto de hoje. Confira a seguir:
A origem da devoção
O costume de dedicar todo o mês de maio a Nossa Senhora popularizou-se primeiramente na Itália, com as primeiras práticas devocionais documentadas no século XVI – conta-se que São Filipe Néri reunia crianças em torno do altar da Santíssima Virgem para que oferecessem flores a Maria, simbolizando as virtudes que deveriam ser vividas -, embora as primeiras associações entre o mês das flores na Europa e a devoção a Maria tenham raízes medievais, com menções poéticas feitas já pelo Rei de Castela, Afonso X, o Sábio, no século XIII. Porém foi somente no decorrer do século XVIII que surgiram os primeiros livros dedicados a consolidar essa devoção, destacando-se os escritos pelos jesuítas italianos Annibale Dionisi (o “Mês de Maria”, publicado em 1725), Francesco Lalomia (livro publicado em 1758) e Alfonso Muzzarelli (publicação de 1785)’, este último ganhando em um século centenas de edições, em variadas línguas.
A partir de então, a devoção do Mês de Maria espalhou-se por todo o orbe católico, sendo universalizada pelo Papa Pio VII em 1815, com a concessão de indulgências a quem honrar essa devoção.
Na França, a prática do Mês de Maria foi estabelecida pelo padre jesuíta Pierre Doré, que traduziu a obra do Pe. Lalomia em 1787, às vésperas da Revolução. Muitos outros livros sob o mesmo título ou semelhante — “O Mês de Maria” – surgiram anos depois, embora um dos que tiveram sucesso mais duradouro e generalizado foi aquele que deu origem à presente obra: “O Novo Mês de Maria, ou o mês de maio consagrado à glória da Mãe de Deus”, publicado originalmente em 1831, por “um padre da Diocese de Belley”.
O mesmo sentimento de devoção, que desde longo tempo havia inspirado aos servos de Maria que a honrassem três vezes ao dia – pela manhã, ao meio-dia e à noite -; que lhe consagrassem um dia em cada semana, que é o sábado; que celebrassem ao menos uma festa a cada mês em sua honra; lhes sugeriu a feliz lembrança de lhe consagrarem um mês inteiro no decurso do ano.
“Ora, quando se faz uma oferta — diz o Padre Francesco Lalomia -, deve sempre apresentar-se o melhor. Por isso, é que se escolheu de preferência o mais formoso mês do ano”. Outro motivo, não menos louvável, que deu causa ao estabelecimento desta devoção, foi afastar o povo dos perigosos prazeres que a primavera traz consigo — e aos quais o mês de maio era quase inteiramente dedicado em algumas partes da Itália. Este mês era, com efeito, em muitos lugares, um tempo de dissipação, que se costumava passar em festas e divertimentos profanos, tantas e tantas vezes funestos à inocência. Mas, por meio desta feliz devoção, esse tempo de desordem se achou em breve transformado em dias de salvação.
(…) Finalmente, para incitar mais eficazmente os fiéis à santa prática de que falamos, acrescentaremos que o nosso Santo Padre o Papa Pio VII, de santa memória, quis que todo este mês fosse um mês privilegiado, um mês de perdão e de santificação, durante o qual os tesouros espirituais da Igreja não cessassem de derramar-se todos os dias em favor de seus filhos. Por um Rescrito de 21 de março de 1815, este venerável pontífice concede a todos os fiéis que fizerem cada dia, durante o mês de maio, alguma oração pública ou particular, ou qualquer outra obra de piedade em honra da Santíssima Virgem, trezentos dias de indulgência por cada vez, e uma indulgência plenária no dia que quiserem escolher — confessando-se, comungando e orando pelas necessidades da Igreja. O mesmo Rescrito concede aos fiéis a faculdade de aplicar estas indulgências pelas almas do Purgatório.
Esta e diversas outras curiosidades sobre o mês mariano você encontrará em nosso devocionário Mês de Maria, disponível em promoção em nossa loja! Mas aproveite, pois estamos nas últimas unidades.
Doutrina da Santa Igreja Católica
A Penitência é próprio e verdadeiro Sacramento, instituído por Cristo, Nosso Senhor, para reconciliar os fiéis com o mesmo Deus, todas as vezes que depois do Batismo caírem em pecado. No Sacramento da Penitência é necessário, por direito divino, confessar todos os pecados mortais de que houver lembrança, feito o devido e diligente exame, ainda mesmo os ocultos, bem como as circunstâncias que mudam a espécie do pecado.
(Sacrossanto Concílio de Trento, Sessão XIV)
E o que diz a Sagrada Escritura a respeito da Confissão?
Nosso Senhor Jesus Cristo apareceu no dia de sua gloriosa ressurreição aos seus discípulos e, estando no meio deles, disse-lhes: “A paz esteja convosco!”. E tendo dito isto, mostrou-lhes as suas mãos e o seu lado. Então alegraram-se os discípulos por verem o Senhor. Jesus disse, pela segunda vez: “A paz esteja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.”
Depois de ter proferido estas palavras, soprou sobre eles e disse-lhes:
“Recebei o Espírito Santo! Aos que vós perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; e aos que vós os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.”
(Evangelho de S. João 20, 19-23)
O Senhor falou a Moisés, dizendo: Se uma alma pecar e o souber depois, confessará aquilo em que pecou; e o sacerdote orará por ela e pelo seu pecado.
(Levítico 5)
O que encobre as suas iniquidades, não prosperará; mas o que as confessa e a elas renuncia, alcançará misericórdia.
(Provérbios 28, 13)
Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para no-los perdoar e para nos purificar de toda a iniquidade.
(1 Epístola de S. João 1, 9)
À luz dessas passagens, torna-se evidente que o Sacramento da Confissão não é uma devoção opcional nem uma prática tardia da Igreja, mas uma exigência expressa da própria vontade divina, manifestada nas Sagradas Escrituras e confirmada por Nosso Senhor Jesus Cristo. A Palavra de Deus nos ensina, com clareza, que o pecado deve ser confessado e abandonado para que a alma volte a viver na amizade com Deus. Ao confiar aos Apóstolos o poder de perdoar os pecados, Cristo instituiu um meio concreto, visível e seguro para a reconciliação. Assim, quem ama a verdade revelada e deseja caminhar com fidelidade rumo à salvação não pode desprezar o tribunal da misericórdia, onde o próprio Deus, fiel às suas promessas, perdoa, cura e restitui a graça perdida.
Antes de ir ao confessionário faça a seguinte oração:
A Deus Filho
Ó Jesus, meu Divino Salvador, humildemente Vos adoro. Vós me remistes pelo vosso Preciosíssimo San-gue, mas eu Vos tenho ofendido. Dulcíssimo Jesus, não sejais para mim Juiz, mas Salvador! Venho confessar-me ao vosso ministro, como ordenastes. Dai-me a graça de acusar, humilde e sinceramente, os meus pecados, para que ele conheça e cure, em vosso San-tíssimo Nome, as feridas de minha alma. Meu Jesus, misericórdia! Perdoai-me, pelos méritos do vosso Sagrado Sangue, que derramastes por mim.
Estas e outras instruções e orações você encontra em nosso Devocionário Adoremus, disponível à pronta-entrega em nossa loja.
Santo Sacrifício da Missa é de um valor infinito. É o mais sublime de todos os atos do culto religioso, pois é a renovação do Sacrifício do Calvário. Uma Missa rende maior louvor e dá mais graças a Deus que todo o culto que Lhe prestam todas as almas no Céu, na Terra e no Purgatório. Na Missa é mais eficaz a expiação das nossas ofensas e mais eloquente a prece dirigida ao Altíssimo.
Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, é, na Santa Missa, o nosso Medianeiro, Sacerdote e Vítima. Sendo Deus e Homem ao mesmo tempo, as Suas orações, ofertas e merecimentos têm um valor infinito.
Por que devemos ouvir a Missa?
A Missa é o melhor meio que temos:
I. Para tributarmos a Deus o mais sublime de todos os cultos, que é a adoração;
II. Para Lhe rendermos graças por todos os Seus benefícios;
III. Para repararmos os nossos pecados;
IV. Para obtermos todas as bênçãos que desejamos;
V. Para libertarmos as almas do Purgatório e abreviarmos os seus sofrimentos;
Vl. Para nos livrarmos de todos os perigos, da alma e do corpo;
VII. Para obtermos consolação na hora da morte; pois, nesse momento, a sua lembrança será o nosso mais doce conforto;
VIII. Para alcançarmos misericórdia perante o Tribunal Divino;
IX. Para merecermos a bênção de Deus. Procurai, portanto, assistir à Missa sempre que vos seja possível, e, impreterivelmente, aos domingos e dias santos de guarda;
X. Para melhor compreendermos a sublimidade da Paixão de Cristo, e, por conseguinte, intensificarmos o nosso amor para com Ele.
Oferecimento cotidiano
Ó meu Divino Jesus, é meu desejo participar de todas as Missas que hoje se celebram em todo o mundo; e, oferecendo-Vo-las em união com as intenções do vosso Sagrado Coração, Vos imploro que, de cada uma, reserveis para mim uma gota do vosso Preciosíssimo Sangue, para expiação dos meus pecados e seu respectivo castigo. Concedei-me, também, a graça de obter, pelos méritos do Santo Sacrifício, a libertação de uma alma das penas do Purgatório, a conversão de um pecador, bem como o perdão para uma alma, nas agonias da morte. Fazei, Senhor, que jamais se cometa um só pecado mortal, tão doloroso como é, para o vosso Coração. Amém.
Estas e outras instruções a respeito da Santa Missa você encontra em nosso devocionário Adoremus, disponível em nossa loja!
Queridos leitores, lhes apresentamos uma reflexão a respeito de uma virtude tão cara para nosso crescimento espiritual e tão banalizada nos dias de hoje: a pureza.
No livro ‘Caminho reto e seguro para chegar ao Céu‘ de Santo Antônio Maria Claret, o autor aborda diversos remédios para curar os males do pecado, e recorre, inclusive, a relatos de almas já condenadas, como sério aviso e salutário alerta, a fim de nos preservar das mesmas quedas.
Meditemos hoje sobre o pecado da impureza e os remédios para recuperarmos a pureza de corpo e de alma.
Ais do glutão e do luxurioso
“Pecador que me imitas… Ai, olha… vês? Eis o fruto de meus deleites… Que tormentos! Ah! A ti ainda te é concedido tempo para arrepender-te; aproveita-o, olha os tormentos que te esperam.
Foge dos teatros, dos cafés e tabernas; lança às chamas essas pinturas, livros e papeis desonestos e indecentes; rasga essas vestes que ofendem o pudor; foge dos jogos, de cortejos e de bailes; aparta-te das más companhias; não saias de noite, não faças contigo nem com outros coisas desonestas; não fales, nem contes, nem cantes coisas impuras; se o fizeres… ai! te condenarás como eu: ai! ai!…“
Remédios para curar a impureza
1° – De manhã e à noite pede à Mãe da pureza, à Santíssima Virgem, esta preciosa joia, saudando-a para este fim com três Ave-Marias;
2° – Logo que tiveres algum pensamento impuro, despreza-o imediatamente, e dize a Maria: Virgem Santíssima, valei-me, assiste-me;
3° – Aparta-te das más companhias, de bailes e galanteios; nem pelas capas hás de tocar em livros ou papéis desonestos; não olhes para pinturas ou estampas ou outros objetos provocativos; e, sobretudo, guarda-te de fazer acenos ou ações escandalosos;
4° – Veste com modéstia, come e bebe com temperança; não profiras palavras indecentes; não escutes nem acompanhes más conversas; e não dês liberdade a teus olhos;
5° – Lembra-te que Deus te vê, e que tem poder para tirar-te a vida aqui mesmo e lançar-te aos infernos; como aconteceu, entre outros, a Onã, que morreu no ato de cometer um pecado desonesto e foi condenado;
6°– Frequenta os Santos Sacramentos.
Queridos leitores, vocês já repararam que quando rezamos o Pai-Nosso dizemos: “perdoai-nos as nossas ofensas”? É uma oração que aprendemos desde pequenos, mas será que é essa, de fato, a tradução mais fiel às palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo?
A resposta, quando buscamos o texto original do Evangelho, pode transformar sua forma de rezar. No texto original do Evangelho de São Mateus a palavra utilizada por Jesus Cristo não é ofensas, Ele diz: “perdoai-nos as nossas dívidas.” A palavra-chave aqui é dívidas. Pode parecer uma pequena diferença, mas o significado para a nossa vida cristã é enorme.
Pense assim: quando pecamos, não só ofendemos a Deus, mas também criamos uma dívida espiritual. Na confissão acontece algo maravilhoso: pela imensa misericórdia de Deus, o padre perdoa a ofensa, limpando a nossa alma, no entanto, a dívida, que é o dano causado pelo pecado, ainda precisa ser reparada. É uma questão de justiça e de restauração da ordem que quebramos. Imagine duas crianças jogando bola e sem querer quebram a janela do vizinho. Elas se arrependem, pedem desculpas sinceramente e são perdoadas, mas embora o relacionamento seja restaurado, a janela continua quebrada e o dano precisa ser consertado.
Com nossos pecados, acontece o mesmo. Somos perdoados na confissão, mas precisamos reparar o dano causado. Como fazemos isso? Através da penitência, da oração, das obras de caridade. Se não repararmos as nossas dívidas aqui na terra, a Igreja nos ensina que haverá a purificação no Purgatório. Por isso, ao rezar o Pai-Nosso, estamos pedindo a Deus não apenas o perdão pela ofensa, mas também a graça e a força para reparar as dívidas que temos com Ele e com nossos irmãos. Então, ao rezarmos “perdoai-nos as nossas dívidas”, a nossa oração se torna mais completa e verdadeira.
É exatamente essa visão clara e tradicional que norteia todos os devocionários da Editora Domus Aurea. Ao optar conscientemente pela tradução “dívidas” e “devedores”, nossos devocionários retornam à fonte, à teologia perene da Igreja, à forma como os santos compreenderam e rezaram o Pai-Nosso ao longo dos séculos. Cada página é pensada não apenas para acompanhar a sua oração, leitor, mas para educar sua consciência, formar sua inteligência espiritual e ajudá-lo a viver a fé com seriedade e amor à verdade.
Então pegue agora seu Adoremus, Escudo Admirável ou qualquer outro devocionário da nossa editora e reze como a Igreja sempre rezou: “perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”
Breviário da Confiança | 14 de janeiro
Queridos leitores, hoje os convidamos a meditar conosco por meio do livro Breviário da Confiança, que nos conduz a um remédio antigo e seguro: entregar tudo, sem reserva, nas mãos de Deus, por intercessão de Nossa Senhora. Entendendo que a cruz e os sofrimentos são comuns a todos, e que os pequenos martírios do cotidiano, os sofrimentos do nosso dever de estado, as indiferenças e o cansaço diário, quando suportados com mansidão e paciência, muitas vezes são mais meritórios do que jejuns e mortificações.
Confira a meditação a seguir:
Há certos dias em que tudo parece estar conjurado contra nós, fazendo-nos sofrer. Desde cedo, os espinhos! Esquecimentos, desprezos, indiferença dos amigos, repreensões imerecidas, contratempos, dores físicas, mal-estar, cansaço! Ai, Jesus, que tédio, que dia triste e sombrio!
Nessas ocasiões, precisamos ter coragem e abraçar a cruz com generosidade. Não queremos penitências. Horrorizam-nos os cilícios, disciplinas e jejuns. Haverá jejum mais difícil do que se impõe à língua quando ela quer queixar-se e até blasfemar? E, mais doloroso do que qualquer disciplina ou cilício, não é o martírio lento da monotonia de uma vida pesada e cheia de pequeninos sacrifícios, contratempos e mil outros sofrimentos quotidianos? Ninguém vive sem cruz, seja rei ou papa. Ninguém escapa às vicissitudes e dores inevitáveis. Um bom meio de tranquilizar o espírito, acalmar o coração agitado, nesses dias sombrios, é entregar tudo, sem reserva, nas mãos de Nossa Senhora.
Uma Ave-Maria rezada com fervor e pausadamente, um olhar a uma imagem querida da Mãe do Céu, um terço, principalmente um terço bem rezado. Que bálsamo! Não digais: “Não posso rezar”. Podeis, sim, podeis! Com um pouco de boa vontade se acalma o coração. Não é Maria a Consoladora dos aflitos?
Prezados leitores e estimados clientes da Editora Domus Aurea,
Com alegria lhes dou as boas-vindas ao Blog da Domus Aurea, nossa mais recente iniciativa dedicada à difusão da autêntica piedade católica.
Neste espaço, propomo-nos a partilhar uma cuidadosa seleção de conteúdos extraídos de nossas edições, bem como artigos e reflexões relacionadas às devoções que zelamos e difundimos por meio de nossos livros. De início, daremos especial destaque às mais sublimes orações presentes em nossos devocionários, assim como traremos ao público virtual preciosidades devocionais, muitas vezes indisponíveis na internet ou difíceis de encontrar em outras fontes confiáveis.
Eu e minha esposa, Diana, desejamos ainda oferecer belas meditações e instruções espirituais extraídas de obras clássicas como o Breviário da Confiança e a Imitação do Sagrado Coração de Jesus. Diana também contribuirá com textos já publicados em seu perfil no Instagram voltado ao público feminino (@damascatolicass), enriquecendo assim o nosso espaço com boas leituras sobre pureza e feminilidade.
Que este recanto virtual seja para todos uma fonte segura e rica de piedade católica tradicional.
Em Cristo,
Mateus Barbosa
Editor-chefe