Encontra-se nas célebres revelações de Santa Gertrudes um exemplo que confirma esta doutrina e lhe dá uma nova luz. Em presença de Gertrudes, deu-se a uma pessoa a notícia da morte de um de seus parentes. Temendo esta que ele não tivesse morrido no estado de graça, mostrou-se muito aflita. Foi tão grande a sua perturbação que, comovida a Santa, se ofereceu para pedir a Deus pela alma do defunto.

Tendo a abadessa orado depois disto por muito tempo a favor desta alma, conheceu que o seu estado era lastimoso, pois lhe apareceu horrivelmente disforme, negra como um carvão, e semelhante àquelas pessoas que se confrangem pela violência das dores. Contudo ninguém se via que a atormentasse; parecia claramente que eram seus antigos pecados que faziam sobre ela o ofício de carrasco.

— Senhor, exclamou a caritativa religiosa, não quereis ceder aos nossos rogos, perdoando a esta
criatura?

— Queria, por amor de ti, responde o Divino Salvador, ter piedade não só desta, mas ainda dum milhão de outras. Queres, pois, que lhe perdoe todos os seus pecados e a livre de toda sorte de sofrimentos?

— Talvez, replicou a Santa, não é isso conforme ao que ordena a vossa justiça!

— Não seria contrário, acrescentou Nosso Senhor, se Mo pedisses com bastante confiança. Porque a minha divina luz, que penetra no futuro, tendo-Me feito conhecer que Me farias esta súplica, excitou nessa alma boas disposições, para prepará-la a gozar dos frutos da tua caridade.

Oh! Palavras cheias de consolação!

Primeiramente, Deus, prevendo nossas futuras súplicas, digna-se de conceder ao pecador moribundo boas disposições que assegurem a salvação da sua alma; depois, por virtude das nossas orações presentes, consente em livrar esta mesma alma de toda a sorte de penas e em retirá-la das chamas expiatórias.

A última confidência do Salvador à Sua virginal esposa não é mais do que uma aplicação particular dum princípio geral. Antes que os homens tivessem podido abaixar seus olhos sobre o Presépio e levantá-los para o Calvário; antes que o Sol da Redenção fosse para eles visível neste humilde vale do nosso exílio, já podiam deixar-se conduzir pela sua luz e vivificar pelo seu calor.

Por quê? Porque Deus Pai, da sublimidade das eternas colinas, via já as orações, os sofrimentos, as virtudes e os merecimentos do seu único Filho, que devia encarnar-Se para salvar o mundo. Esta verdade, bem compreendida e posta em prática, pode dar à dor a sua maior fecundidade.

“Toda a minha vida está nisto presentemente”, dizia a pessoa que me fez notar esta passagem das revelações de Santa Gertrudes. “Antes que meu marido morresse, Deus sabia o que eu faria por ele!”

Orai e fazei orar: vossas orações, santificando-vos e consolando-vos nesta vida, concorrerão para salvar aqueles que amais.


O texto acima faz parte de uma das cartas contidas no livro “No Céu nos Reconheceremos”, escrito pelo Pelo Pe. François-René Blot, S.J., a qual exorta-nos a orar pelos pecadores mesmo depois de sua triste morte. Essa obra, que leva esperança aos aflitos e recorda aos fiéis a beleza da comunhão dos santos e da vida eterna, volta agora em nossa loja em sua segunda edição. Acesse o nosso site e adquira-a.

A denominação Filho do Homem, sob a qual os Profetas anunciaram o Salvador e que mais de uma vez Ele próprio aplicou a Si mesmo, não é aqui tomada no sentido de Messias, Filho de Deus ou Chefe de todo o gênero humano, mas no de possuidor e representante da natureza humana, na sua mais nobre e perfeita acepção.

1. Considerada em todos os pontos de vista, a vida de Jesus Cristo foi uma simples e ordinária existência humana. Sujeitou-Se a todos os deveres impostos pela vida social, dos quais a religião é o primeiro. A segunda condição, o liame da vida social, é a obediência à autoridade, e, nesse aspecto, nunca houve discrepância no proceder do Salvador, tanto no seio da família quanto na vida civil, em relação aos chefes da nação como aos príncipes estrangeiros. A terceira condição da sociedade é o trabalho. Jesus sempre trabalhou. Grande parte de Sua existência foi consagrada a um labor obscuro, pois queria ganhar o pão à custa do esforço próprio.

2. O segundo traço da nobreza de caráter do Filho do Homem é a delicadeza e a afetuosa solicitude que sempre testemunhou a todos os que O cercavam. Quando multiplicou os pães pela segunda vez, Ele fez observar que muitos dos ouvintes, vindos de longe, estavam exaustos de fadiga e mortos de fome. Cheio de compaixão, ordenava aos discípulos que dessem de comer a essa multidão. Encontrando um cortejo fúnebre nas cercanias de Naim, logo Se enterneceu ante a dor da aflita viúva que acabara de perder o filho único, e, sem esperar que Lhe peçam, interveio, operando o milagre.

3. O terceiro indício de um coração nobre é a gratidão, e essa nota característica é visível em toda a vida de Jesus Cristo. Com que magnanimidade divina retribui Ele a menor prova de amor e o mais leve serviço! Pedro empresta-Lhe a barca para uma prédica e recebe a magnífica recompensa da pesca milagrosa e a vocação que o transformará em pescador de homens! O mesmo Apóstolo confessa a divindade de Cristo, e o Senhor lhe confere a primazia no colégio apostólico. Nicodemos faz-Lhe uma curta visita durante a noite e obtém a graça da fé. Zaqueu dá alguns passos ao Seu encontro e Jesus hospeda-Se na casa do publicano, cumulando-a de graças extraordinárias.

4. Vemos assim, de modo patente, até que ponto nosso Deus se fez humano, amorosamente humano. Poderíamos dizer que, mediante essa doçura e esses encantos, Jesus nos quer dar uma compensação de Sua divindade e infinita Majestade. Poderia ter nos esmagado com a revelação de Sua temerosa magnitude; preferiu, porém, atrair-nos pela suave manifestação de Sua humanidade. E não é isso simples condescendência, é amor, e o amor da Eterna Sabedoria, acerca do qual foi dito: “Ele encontrou todos os caminhos da verdadeira ciência e os deu a Jacó, seu servo, a Israel seu dileto; foi em seguida, visto no mundo conversando com os filhos dos homens.


Esse pequeno trecho acerca da grandeza da manifestação da Sagrada Humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo nos recorda o terceiro preceito a ser observado por aqueles que desejam trilhar o caminho da perfeição, exposto em nosso livro A vida Espiritual em Três Princípios: amar o Divino Salvador. Acesse o nosso site e adquira esta obra.

Nobre e glorioso é o intuito que prosseguimos mediante a vitória sobre nós mesmos; mas para consegui–lo, é necessário que nossa mortificação seja de bom quilate e possua qualidades muito peculiares.

Primeiramente, o domínio de nós mesmos deve constituir um princípio ao qual sempre nos devemos ater. Há alguns que consentem em vencer-se, porém de modo acidental, em determinadas ocasiões e, por assim dizer, excepcionalmente, por ser isso imprescindível, em razão dos inconvenientes que sobreviriam caso contrário. Isto não basta. É necessário que a mortificação seja em nossa vida um exercício habitual e metódico, admitido a priori como dever de estado.

Em segundo lugar, é necessário que a prática da vitória sobre nós mesmos abranja tudo. Não devemos negligenciar coisa alguma, por mínima que seja, mas usar constante vigilância em nosso corpo, na alma e em cada uma de suas potências: memória, inteligência, vontade, assim como em todas as nossas inclinações. Qualquer paixão descurada é um inimigo que deixamos atrás de nós, que pode nos atacar de improviso e causar nossa ruína.

Em terceiro lugar, o exercício da mortificação deve ser perseverante e ininterrupto. O inimigo não dorme, e o mal continua, em nossa alma, seu trabalho latente. É como uma erva daninha que prolifera, e força é termos a enxada sempre em mãos. Além disso, coisa difícil é o homem vencer a si mesmo, lutar incessantemente contra a própria natureza. Só o hábito e a prática é que podem atenuar essa dificuldade.

Enfim — e este é o último predicado que requer a vitória sobre nós mesmos —, é importante não nos limitarmos a permanecer na defensiva, mas tomar a ofensiva e estar sempre aparelhados para a arremetida. Esse princípio da ciência militar aplica-se, com toda a propriedade, ao combate espiritual. Logo, tomemos a dianteira, invistamos contra o inimigo antes que ele nos acometa, senão arriscamos a ser apanhados desprevenidos, e então a resistência virá tarde demais. É sempre mais fácil atacar do que defender.

No assalto, estamos em plena atividade e a vantagem é nossa; na defesa, ficamos passivos e em posição desvantajosa. “Se quiserdes a paz, preparai-vos para a guerra”, diziam os antigos. Se sentirmos, por exemplo, a tentação de ultrapassar certa medida que nos propusemos observar, relativamente à alimentação, ou de omitir ou abreviar as orações habituais, tomemos uma quantidade de alimento menor que a determinada e acrescentemos alguns instantes ao tempo fixado para a oração. Assim faz o soldado aguerrido do Reino de Cristo. É deste modo que nos tornaremos temíveis ao demônio.


O trecho acima nos apresenta, de forma breve, o segundo princípio pelo qual devemos nortear nossa vida interior: vencer-se. Ele encontra-se em nosso livro “A Vida Espiritual em Três Princípios”, escrito pelo Pe. Maurício Meschler, S.J.

Garanta já esse guia prático e profundo, feito para todos aqueles que desejam progredir no caminho espiritual. Acesse o nosso site.

Por espírito de qualquer coisa, entende-se aquilo que constitui a sua essência, o âmago, o seu mais nobre elemento, o que lhe dá força, por assim dizer, a alma e a soma das condições sem as quais essa coisa não poderia existir. O espírito de oração é, pois, o princípio ativo da mesma, o que nos atrai e prende, o que a torna eficaz e nos permite realizar o glorioso fim.

Consiste ele em três requisitos. O primeiro é um alto conceito da oração, a íntima convicção de seu valor intrínseco. Devemos estar compenetrados não somente de que ela é um diálogo com Deus, compendiando-se nisso a sua excelência, mas também firmemente persuadidos de que é a melhor e mais útil das ocupações.

(…) É evidente que, para conceber grande estima pela oração, é necessário possuir uma compreensão justa de Deus. A falta desse conhecimento prévio é a causa do pouco apreço em que se tem pela prece, a ponto de ser ela muitas vezes negligenciada.

Em segundo lugar, devemos estar profundamente convictos da absoluta necessidade da oração para a vida espiritual, o progresso na virtude e até para a salvação eterna. Se, como acima foi dito, o pouco conhecimento de Deus é uma das causas de não darmos à prece o seu valor real, podemos acrescentar que a ignorância de nossa própria indigência muito contribui para esse deplorável erro. Negligenciamos a oração porque não estamos persuadidos de sua imprescindível necessidade. Urge convencermo-nos de que ela é um meio indispensável para conseguirmos a perfeição e obtermos a vida eterna, e que nenhum outro pode substituí-la. E assim é, não somente em razão do preceito formal do Senhor, mas também pela própria natureza das coisas.

Em terceiro lugar, o que constitui a força do espírito de oração é a confiança absoluta nesse apelo à misericórdia divina: “Pedi e recebereis.” Essa confiança consiste na íntima persuasão de que a prece humilde e perseverante tudo alcança. (…) Há no Catecismo uma palavra de ouro referente à oração: “A oração — nos é dito — transforma-nos em criaturas celestes.” O comércio com os sábios nos dá a sabedoria, o comércio com Deus nos deifica. Tudo em nós, pensamentos, princípios, sentimentos, intenções, tudo será semelhante a Deus. Aos poucos, a imagem divina imprime-se em nossa alma. A transformação opera-se lenta e insensivelmente, porém, de maneira profunda e duradoura. O que era penoso e desagradável torna-se fácil e suave; a sedução do mundo perde o encanto que exercia sobre nós. Só ansiamos por Deus e pela eternidade. Que vitória alcançada sobre a natureza! É o fruto da oração perseverante e da graça por ela obtida.


O trecho publicado acima diz respeito ao primeiro princípio que deve nortear nossa vida espiritual: a oração. Em nosso mais recente lançamento, “A Vida Espiritual em Três Princípios”, esse tema é abordado de forma aprofundada e completa, oferecendo-nos material necessário para cultivar em nosso coração um maior zelo por aquilo que deve ser o único negócio verdadeiramente importante: nosso crescimento interior e a salvação de nossa alma. Adquira já o seu em nosso site!



Meu amabilíssimo e dulcíssimo Salvador, penetrado de dor à vista de minha longa demora em amar-Vos com um amor sincero, generoso e dedicado; desejando finalmente sair de mim mesmo e dos estreitos limites do meu amor-próprio, e deixar os modos baixos e comuns deste amor mercenário, para sobre as asas de uma verdadeira dedicação tomar meu voo para vosso Divino Coração e nele fixar para sempre minha morada; a Vós totalmente me entrego!

Eu venho, meu dulcíssimo Salvador, sob a proteção de Maria, minha terna Mãe, de São José, de meu bom Anjo e dos celestes protetores da Guarda de Honra, pôr-me totalmente à vossa disposição.

Pretendo, de agora em diante, entregar-me, confiar-me e abandonar-me inteiramente a vosso amor; confiar-Vos o cuidado de tudo que me diz respeito, de tudo que me é caro… o cuidado de meus interesses, do tempo e da eternidade, só querendo ter um cuidado, que é o de amar-Vos sem reserva e entregar-me sempre mais filialmente a vosso dulcíssimo Coração. Renuncio, pois, a todo o temor, a todo o desejo e a toda a preocupação natural sobre minha alma, meu corpo, minha saúde, meu futuro.

Dando assim meu pleno consentimento a vosso amor, pretendo, ó Jesus, tornar-Vos o Rei absoluto de meu coração! Dignai-Vos, pois, desde já, dispor de tudo em mim e por mim e dirigir as circunstâncias que me devam fazer entrar neste caminho da perfeição que me mostrastes, pela vossa conformidade com a vontade de vosso Pai.

De hoje em diante, é um amor puro e generoso que desejo oferecer-Vos em reconhecimento do vosso — tão terno, tão misericordiosamente paternal para com minhas fraquezas, tão indulgente e tão bom para minha pobre miséria. Concedei-me a graça da perseverança final.

Meu Deus! Solicito-a humildemente e com todo o ardor de minha alma. Espero-a firmemente da infinita bondade do vosso adorável Coração, a quem só desejo amar, servir, glorificar, consolar por uma fidelidade sincera até a morte.

Quero viver unicamente para Vós e por vosso Coração adorável, a quem seja dada toda a honra, toda a glória, todo o louvor no Céu e na terra, no tempo e na eternidade! Amém.


Coração de Jesus que tanto nos amais, fazei que Vos amemos cada dia mais.

Festa do Sagrado Coração de Jesus do ano da graça de 2026.

Nas regiões de Toulouse, disputava Santo Antônio com um herege mui pérfido sobre o Santo Sacramento do salutar Corpo de Deus. Apesar de vencido, o herege não se convertia à Fé e, depois de muito discutir, propôs:

— Deixemo-nos de palavras e vamos a obras. Se tu fores capaz de mostrar com milagres, na presença de toda a gente, que no Sacramento está deveras o Corpo de Jesus Cristo, eu prometo deixar a heresia e submeter-me à Fé Católica.

E Santo Antônio, cheio de confiança, respondeu que assim faria.

E tornou-lhe o herege:

— Pois então vou fechar em casa um animal; atormento-o com a fome durante três dias, e ao fim trago-o perante todos os que quiserem assistir e ponho-lhe de comer. Neste entrementes virás tu com o Sacramento que dizes ser o Corpo de Jesus Cristo. Se o animal assim esfomeado parar de comer e se for com pressa para o Deus que, segundo afirmas, toda a criatura tem obrigação de adorar, podes ficar certo que imediatamente abraçarei a Fé da Igreja.

O santo varão de Deus logo sem tardança em tudo consentiu. E no dia aprazado ajuntou-se o povo na praça grande, e veio o dito herege na má companhia de outros hereges, e trouxe a mula que tinha atormentado com a fome, e também, para ela, iguaria apetitosa de comer. E Santo Antônio celebrou a Missa na capela que no lugar havia, e ao fim, à vista do povo, trouxe o Santíssimo Corpo de Jesus Cristo. E, mandando a todos que se calassem, disse para a mula:

— “Ó animal, em virtude e em nome do teu Criador, Aquele que eu, embora indigno, tenho aqui presente em minhas mãos, ordeno e mando que venhas já sem demora até Ele e humildemente Lhe prestes reverência, para que desse modo veja a maldade dos hereges que toda a criatura é sujeita ao Criador a quem a dignidade do sacerdote trata cada dia nos altares.”

E, entretanto, o herege punha de comer à mula esfomeada.

Oh, maravilha de contar! O animal, apesar de tão atormentado pela fome, quando ouviu as palavras de Santo Antônio, logo parou de comer, e abaixou a cabeça, e caiu de joelhos diante do Sacramento.

Pelo que muito se alegraram os fiéis católicos, e merecidamente saíram confundidos os hereges. E aquele dito herege logo ali se fez fiel, conforme havia prometido, e obedeceu aos mandamentos da Igreja.

Eu Vos prometo, Senhor, vir todos os dias visitar-Vos, e se não puder vir à igreja, farei a visita desde minha casa.

Eu Vos prometo, Senhor, vir todos os anos receber-Vos pelo menos uma vez, como manda a Igreja, e por devoção receber-Vos-ei sacramentalmente com frequência, e cada dia, quando o relógio bater as horas, em cada hora farei a Comunhão espiritual.

Ah, Senhor, neste Sacramento me dais vosso Coração, vosso Corpo, vosso Sangue, vossa Alma, vossa Divindade e tudo quanto tendes, e em troca pedis meu coração.

Ah! Meu Jesus, com toda verdade vos digo:

Eis aqui meu coração,
Eu o coloco em vossa palma,
Meu corpo, vida e alma,
Meus desejos e afeição.


Luz, Esposo, Redentor,
Vosso sou, me ofereci,
Vosso sou, por Vós nasci,
Que mandais fazer, Senhor?


Na obra Caminho Reto e Seguro para chegar ao Céu, de autoria de Santo Antônio Maria Claret, arcebispo Fundador dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, você encontrará um compilado de orações, incluindo a que apresentamos nesta publicação, assim como instruções espirituais e conselhos práticos para viver em constante comunhão com Deus e praticar a virtude no dia a dia. Acesse o nosso site e adquira.

A vós, São José, recorremos em nossa tribulação. E depois de ter implorado o auxílio de vossa Santíssima Esposa, cheios de confiança solicitamos também o vosso patrocínio. Por este laço sagrado de caridade que vos uniu à Virgem Imaculada Mãe de Deus, e pelo amor paternal que tivestes ao Menino Jesus, ardentemente vos suplicamos que lanceis um olhar benigno para a herança que Jesus Cristo conquistou com seu Sangue, e nos socorrais em nossas necessidades com o vosso auxílio e poder.

Protegei, ó providente Guarda da Divina Família, a raça eleita de Jesus Cristo. Afastai para longe de nós, ó Pai amantíssimo, a peste do erro e do vício. Assisti-nos do alto do Céu, ó nosso fortíssimo sustentáculo, na luta contra o poder das trevas; e assim como outrora salvastes da morte a vida ameaçada do Menino Jesus, assim também defendei agora a Santa Igreja de Deus contra as ciladas de seus inimigos e contra toda adversidade. Amparai a cada um de nós com o vosso constante patrocínio, a fim de que, a vosso exemplo e sustentados por vosso auxílio, possamos viver virtuosamente, morrer piedosamente e obter no Céu a eterna bem-aventurança. Amém.1


Essa e outras orações dedicadas a São José, Patrono Universal da Igreja, você encontra no novenário Escudo Admirável, disponível no site de nossa loja.

  1. O Papa Leão XIII, na encíclica Quamquam Pluries (1889), pediu que se rezasse esta oração no mês de outubro, ao fim do Rosário, concedendo a quem rezá-la nesta ocasião, indulgência de 7 anos; também lucrável em todas as quartas-feiras do ano e de 3 anos em outras ocasiões; plenária se rezada durante 30 dias, nas condições ordinárias. ↩︎

Era muito devota de Santo Antônio a rainha de Leão. Quando sucedeu de lhe morrer uma filha de onze anos, por três dias, contra a vontade do rei e dos cavaleiros da corte, a conservou junto de si, orando e dizendo:

Ó meu Santo Antônio, lembra-te de mim, que sou da tua terra, e dá vida à minha filha!

E repetindo muitas vezes o pedido com grande devoção, eis que a filha ressuscitou. Mas logo se pôs a repreendê-la com palavras como estas:

— Deus vos perdoe, mãe, pois estando eu na glória entre as Virgens, Santo Antônio, por motivo de vossas preces, tão afincadamente rogou ao Senhor que me tornasse à vida, que Ele, para vós, me mandou a consolar-vos. Ficai, porém, certa de uma coisa, mãe: Nosso Senhor me prometeu que só quinze dias me deixaria convosco.


Esse e mais uma série de relatos sobre os diversos milagres operados pelo glorioso Santo Antônio você encontrará na obra Florinhas de Santo Antônio, disponível em nosso site.

1. Jesus. Filho, toda a tua perfeição consiste em te assemelhares com o meu Divino Coração. Meu Coração é o Coração do Verbo de Deus, a norma de todas as virtudes, a própria Santidade. Por conseguinte, quem imita o meu Coração, imita seu Deus e Salvador, que é a mesma Santidade.

Sendo, portanto, o meu Coração o modelo da perfeição e a fonte de toda graça, dele aprenderás os meios para santificar-te, haurindo ao mesmo tempo a fortaleza para bem proceder. Se queres, pois, ser perfeito, imita o meu Coração e, quanto mais lhe fores semelhante, tanto mais perfeito serás.

2. Meu Coração é humilde, e a humildade é a base da verdadeira santificação. Se não aprenderes do meu Coração a humildade, jamais possuirás esta virtude e apenas de nome a conhecerás. Se quiseres colocar sobre outro fundamento o edifício da perfeição, não permanecerá de pé, mas ao sopro do menor vento desabará, sendo grande sua ruína.

Meu Coração também é manso e cheio de caridade: a caridade, porém, é a perfeição da santidade. Teu coração nunca arderá nas chamas da verdadeira caridade, se não for inflamado por aquele fogo de amor que abrasa o meu. Ai de ti, se outro fogo se acender em teu coração, abrasando-te, porém, para tua perdição!

3. Jamais alcançarás virtudes sólidas, nem atingirás a santidade, a não ser imitando o meu Coração. Se embora deres sinais de virtude e pareceres meu devoto, sem que teu coração imite o meu, toda a tua piedade será apenas mera atitude exterior. Não há esperança de perfeição se não tomares por modelo o meu Coração.

4. Assim foi desde o princípio do mundo, pois já a lei antiga prenunciava quais seriam os sentimentos do meu Coração, e ninguém foi admitido entre os eleitos sem ter impressas no seu coração as qualidades do meu. Desde o início da Igreja até hoje, sempre foi o meu Coração a santificação dos apóstolos, a fortaleza dos mártires, a constância dos confessores, a pureza das virgens, a perseverança dos justos e a perfeição de todos os santos.

Coragem, pois, meu filho! Segue o meu Coração para onde quer que ele te conduza. Quanto mais de perto o seguires, tanto mais te aproximarás da perfeição consumada. Da imitação do meu Coração provém o cumprimento perfeito da lei inteira e toda a santidade. É sinal certo de predestinação o esforço assíduo para imitar o meu Coração.


Na obra Imitação do Sagrado Coração de Jesus é possível encontrar essa e diversas meditações acerca do Sagrado Coração de nosso Divino Mestre. Acesse o nosso site e adquira.