Santa Teresinha do Menino Jesus, ao escrever a história de sua alma, recorda-nos aquilo que a atraiu ao Carmelo, ou seja, qual a missão pela qual desejaria dedicar sua vida: “Vim para salvar as almas, e principalmente para rezar pelos sacerdotes.”
Peçamos sua intercessão por nossos queridos sacerdotes, para que perseverem em sua vocação e por meio dela conduzam muitas almas ao Céu.
Ó Santa Teresinha do Menino Jesus, Anjo do sacerdócio, hóstia puríssima, oferecida e imolada pelo apostolado dos sacerdotes, volvei benigna o vosso olhar sobre esta porção eleita da Igreja, os ministros do Santuário. Oh! Com quanto ardor desejastes ser sacerdote para dar Jesus às almas com todo o amor de que estava repleto o vosso coração! Vós que fostes consumida pelo zelo ardente da glória de Deus, protegei, do alto do Céu, os que cumprem, sobre a terra, os vossos santos desejos.
Vós, apóstola de desejo, sabeis muito bem quão difícil é a obra sacerdotal, mormente em nossos dias, em que as trevas da ignorância, o gelo da indiferença e o fogo da impiedade produzem o extermínio em muitíssimas almas. Sustentai, pois, os anjos da luz, os ministros de Deus, os arautos da misericórdia divina junto dos pecadores. Que eles sejam tais quais os pedistes a Deus no gemido das vossas preces. Inflamai-os de zelo, perfumai-os de pureza, enriquecei-os de caridade, a fim de que o seu ministério, tornando-se salvação para todos, arranque ao inferno o maior número possível de pecadores.
Protegei os sacerdotes, quebrai a corrente de desconfiança em que os tem cercado o mundo, com o fito de tê-los afastados das almas; defendei a sua honra contra a protérvia dos seus inimigos; multiplicai a sua atividade para a redenção do mundo. Fazei com que, santificados pelo vosso exemplo e protegidos pelo vosso patrocínio, possam trabalhar convosco para a maior glória de Deus. Assim seja.
Esta oração está disponível no Manual do Devoto de Santa Teresinha, que pode ser encontrado no site de nossa loja.
Aos 13 de maio, a florzinha delicada de Nossa Senhora, Santa Teresinha do Menino Jesus, foi agraciada pelo sorriso da Virgem. Uma doença estranha acabrunhava a pobre criança. O pai e as irmãs recorreram à Santíssima Virgem. “E eu — escreve Teresinha — já não encontrando nenhum socorro neste mundo, quase a morrer de dor, voltara-me para minha Mãe do Céu, suplicando-lhe que tivesse compaixão de sua filhinha. Animou-se de súbito a estátua.1 A Virgem tomou um aspecto tão belo que nunca achei expressão para descrever essa formosura divina. Ressumbravam do seu semblante uma doçura, uma bondade e ternura inefáveis, mas o que se me gravou nas profundezas da alma foi o seu sorriso arrebatador! Desvaneceram-se minhas mágoas, brotaram-se-me dos olhos duas grossas lágrimas, que me rolaram silenciosamente pela face. Ah! Eram lágrimas de alegria celeste e sem mistura! A Virgem Santíssima adiantou-se para mim! Sorriu-me! Que ventura a minha!”
E o sorriso de Maria curou Teresinha. E nos cura também de todas as enfermidades, de nossas misérias e pecados. Sorriso de Maria é esse convite da consciência para que deixemos o pecado e façamos uma boa confissão. Sorriso de Maria é essa inspiração da graça para nossa santificação. Sorriso de Maria são as misericórdias divinas que Ela faz chover sobre nós, eternos réus da justiça divina, sempre isentos do castigo pela proteção materna d’Aquela que é o Refúgio dos pecadores!
Ó Maria! Vós que sorristes ao inocente Anjo do Carmelo, dai-me o vosso sorriso de misericórdia. Sofro tanto e sou tão pecador!
Essa e outras meditações dedicadas a Santíssima Virgem Maria para todo o mês de maio é possível encontrar no Breviário da Confiança, disponível em nosso site.
- Uma estátua de Nossa Senhora das Graças, que Teresa tinha à cabeceira. ↩︎
I. Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-Vos. Peço-Vos perdão pelos que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.
II. Santíssima Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, adoro-Vos profundamente e ofereço-Vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-Vos a conversão dos pobres pecadores.1
Você encontrará essas piedosas orações no novenário mais completo já publicado no Brasil, o Escudo Admirável, disponível em nossa loja.
- Ensinadas aos três pastorinhos de Fátima nas aparições do Anjo em 1916. Convém repetir três vezes cada oração, como fez o Anjo. ↩︎
Há muitas coisas que esperamos aprender no Céu porque, fora do Céu, são tão mal ensinadas. Não seria Maria uma delas?, e o seu amor por Jesus, e o amor d’Ele por ela? Chegamos, assim, à fonte de Seu amor por Maria, no Coração do Menino Jesus.
Ele Se regozija também com o doce amor dela por Ele. O incenso de toda uma criação é menos para Ele do que a pureza amável do amor perfumado dela. É o sopro do seu belo ser, e Ele aninha-se neste sopro como se fosse uma nova vida até mesmo para Ele.
Ele cresce com o amor dela, como se fosse o Seu alimento. Deita a Sua Vida Infantil neste amor, para que o esplendor possa brilhar sobre ele, e a deixa repousar ali como se tivesse encontrado um Céu na Terra.
Ele veste o Seu pequeno corpo com o amor dela, como se fosse uma roupa angélica brilhante, e o Seu banho é no calor desse amor puro que o Seu próprio Precioso Sangue tornou assim incomparavelmente luminoso. Ao inalar o amor de Maria, Ele Se deleita por tê-la criado. É uma alegria que ultrapassa qualquer preço, uma alegria maravilhosa, o fato de o Filho ter criado Sua própria Mãe.
Ele Se alegra por tê-la salvado; salvado do pecado ao não permitir de nenhuma forma que ele se aproximasse dela; redimiu-a do cativeiro, não permitindo nunca que ela fosse levada cativa. E não é esta uma alegria ainda mais maravilhosa, qual seja, que o Filho é o eterno Salvador de Sua jovem Mãe, e que a tenha salvado com uma salvação tão gloriosa antes mesmo de Ele próprio ter nascido?
Em ambos os casos — que Filho!, que Mãe! — é-Lhe um júbilo ter uma Mãe tão semelhante a Ele. É outro júbilo para Ele tomar Sua semelhança de outra pessoa, como o fez eternamente em relação ao Seu Pai. É mais um júbilo para Ele ter uma criatura a quem Ele pode Se assemelhar, que usava os Seus traços antes de Ele próprio os usar, e que foi a causa querida de Ele usá-los. O Filho incriado exulta por ter um tipo criado.
Por Padre Frederick William Faber em Belém. Esta obra está disponível em nosso site.
Em Homs, na Síria, durante as chuvas do inverno que em 1890 causaram muitos desmoronamentos, um menino de uma família cismática havia colocado uma imagem do Sagrado Coração no compartimento da casa em que, segundo o costume geral, a família dormia. Uma noite, o pai, vendo que o madeirame, aí, pela sua vetustez, ameaçava desabar sob a violência da chuva, disse à família: “Devemos passar para o cômodo vizinho, porque pode acontecer alguma desgraça esta noite; o teto aqui ameaça ruína e o de lá está mais sólido.” Concordaram todos, à exceção do menino, que exclamou: “Que temeis, então? Não temos nós aqui a imagem do Sagrado Coração, que nos protege? Por mim não tenho medo; eu fico.”
A família toda, impressionada com as palavras do menino, resolveu não sair ainda essa noite do seu pouso, entregando-se à guarda do Sagrado Coração; e em boa hora o fez. Antes de amanhecer, uma parte da casa abateu; mas foi aquela que parecia mais sólida e em que tinham pensado abrigar-se. O aposento em que estava a imagem do Sagrado Coração nada sofreu.
Esse relato faz parte da coletânea de fatos históricos reunidos em nosso mais recente lançamento: Mês do Sagrado Coração de Jesus, escrito por Mons. Dr. José Basílio Pereira.
Doce Coração de Jesus, sede meu amor.
Doce Coração de Maria, sede a minha salvação.
Querida Santa Dimpna, olhai com benignidade para mim de vosso lugar bendito na glória celeste.
Onde estais agora eu aspiro estar após o fim desta breve vida terrena. Caminho diariamente como peregrino rumo à minha pátria definitiva, mas deveria ter um desejo muito mais ardente pelas coisas do Céu. Por vezes, contento-me demais com esta vida passageira. Ajudai-me, querida Santa, a medir a brevidade desta vida pela extensão da eternidade. Fazei-me compreender que estou aqui apenas de passagem.
Que meu coração permaneça livre, seguro e firmemente ancorado na promessa de Cristo de que Ele está me preparando um lugar. Inspirai-me com o anseio por meu futuro lar. Que este pensamento dê sentido e valor às provações e prazeres da existência terrena. Que eu anseie pelo lugar que me espera, alegrando-me diariamente porque minha peregrinação se torna cada vez mais curta e o Céu mais próximo. Assim, familiarizando-me com este pensamento, serei mais capaz de aceitar e santificar as tristezas e alegrias da terra. Amém.
Escreve Santo Agostinho que nenhuma coisa convém tanto à alma como obedecer; e, para a criatura racional, a obediência é como mãe e guarda de todas as virtudes. Vale mais — diz o Santo — que a mesma continência, pois o matrimônio nunca foi reprovado pelas Sagradas Escrituras, mas sim o foi a desobediência.
Luta medonha se apresentou no coração de Santa Rita entre o amor à virgindade e a obediência a seus pais. Para se consolar acudiu à oração, disposta a sujeitar sua vontade à divina. O Senhor inspirou-lhe que a obediência é melhor que o sacrifício, e, ao mesmo tempo, comunicava-lhe forças para carregar sobre seus ombros a pesadíssima cruz que lhe oferecia. Que podia temer aquela alma? Resolveu aceitar o jugo do matrimônio e entregar-se ao homem cujos costumes seriam motivo para o exercício das mais excelentes virtudes da esposa.
Muitas vezes pretendemos resolver dúvidas, acalmar nossas aflições e tranquilizar nosso espírito, acudindo aos meios que nos proporciona a natureza, e, longe de desaparecerem as inquietações, elas aumentam, e nos submergimos no insondável abismo da desesperação. A matéria não pode acalmar as angústias do espírito; estas se aquietam acudindo a Deus, em cujas mãos encontra-se a sorte e o destino do homem. E a Deus se deve acudir com humildade, expondo-lhe com fervor nossas necessidades, nossas aflições e sofrimentos. Por isso, Santa Rita acudiu ao Senhor neste aperto, suplicando-lhe iluminar seus entendimentos e inclinar sua vontade para aceitar as determinações de seus pais.
Não esqueçamos nunca o que diz São Francisco de Sales, de que não há coisa alguma que tanto purifique o entendimento da ignorância e a vontade dos maus afetos, como a oração. Nossos caprichos e, às vezes, os desejos que parecem bons, procedem da ignorância e, ainda mais, da presunção que, em muitas ocasiões, se encobre debaixo das aparências de virtude. Mas, mesmo que assim não fosse, o sacrifício de nossa própria vontade, a obediência aos que, segundo a lei santa do Senhor, podem e devem mandar-nos, deve constituir a base, o fundamento único das nossas ações.
Reflexões
A resistência em submeter o nosso juízo ao dos outros é geralmente o vício que nos domina. Jesus Cristo obedeceu a seu Eterno Pai até à morte; é preciso que nossa obediência se identifique com a do Divino Mestre.
Essas e outras meditações acerca das virtudes de Santa Rita, aquela que é invocada por toda a Igreja como Padroeira das causas impossíveis, você encontrará no Devocionário e Mês de Santa Rita, disponível em nosso site.
Certamente deve ser com intensa reverência que nos aproximamos do Corpo de Menino de Nosso Senhor para contemplá-lo, não com uma curiosidade descuidada, mas com um amor devoto e uma admiração que, para Sua honra, anseia por se tornar cada vez mais inteligente.
(…)
Devemos considerar a primorosa delicadeza do Seu Corpo. Foi formado pelo Espírito Santo, e traz na sua formação as marcas da complacência peculiar dessa Pessoa Divina. Foi formado pelo sangue puríssimo de Maria, que nunca sofreu as pulsações do pecado, sobre o qual o reino das trevas nunca teve nem sequer a sombra de uma reivindicação, pois esteve, desde o início, sob a ampla luz da graça mais preciosa de Deus.
Seu Precioso Sangue foi uma bela emanação de uma fonte já incomparavelmente bela em si mesma, devido à sua extrema pureza. Todas as obras de Deus são irrepreensíveis em sua adequação, quaisquer que sejam outras imperfeições que Ele tenha desejado deixar, como que inevitavelmente ligadas à sua natureza criada. O Corpo de Jesus foi criado como uma morada adequada para Sua Alma; e já vimos como era grande a dignidade dessa Alma na afeição de Deus.
Ele foi formado também para sofrer intensamente, a fim de realizar a grande obra da nossa redenção. Desse modo, as suas sensibilidades foram aceleradas e refinadas, e todas as suas capacidades de sentir tornaram-se ampliadas, ativas, rápidas e aguçadas, com o poder de comunicar comoções de uma intensidade que mal poderíamos compreender.
Também não devemos esquecer que Seu Corpo foi formado para suportar, sem colapsar, torrentes impetuosas de glória. Aquela pequena estrutura infantil, branca como uma gota de neve no colo do inverno, leve quase como um floco de neve no ar frio da noite, suave como o monte de neve almofadado que o vento espalhou levemente para fora dos muros de Belém, está neste momento guardando dentro de si, como se fosse de pedra diamantina, as chamas da luz beatífica, o oceano estupendo da Visão poderosa, o jogo gigantesco das coisas eternas que vão e vêm e vivem dentro de sua Alma.
Uma Pessoa, onipotente e infinita, está sentada dentro dessas paredes brancas de mármore carnal, e elas nem sequer vibram com essa maravilhosa presença interior.
Por Padre Frederick William Faber em Belém. Esta obra está disponível em nosso site.
“Ave, Maria” — Ó Mãe de misericórdia, volvei vossos olhos benignos para esses filhos vossos que tantos tormentos sofrem nas abrasadoras chamas do Purgatório. Suplicamo-vos, pelo imenso júbilo que produziu em vossa alma a saudação angélica, que tenhais piedade dessas almas e lhes envieis por meio do Anjo a saudação, que tanto as alegrará, anunciando-lhes o fim de suas penas.
“Cheia de graça” — Alcançai de Deus graça, misericórdia e alívio de suas penas para os que gemem no Purgatório.
“O Senhor é convosco” — Ele nada vos recusará; ouvirá a vossa oração e socorrerá misericordiosamente essas almas aflitas.
“Bendita sois vós entre todas as mulheres” — Sim, sois bendita entre todas as criaturas do universo. Abençoai, pois, por vossa misericordiosa intercessão e fazei felizes as pobres almas do Purgatório; quebrai as prisões que ainda as impedem de voar ao Céu.
“Bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus”, Salvador e santificador do mundo, a quem destes à luz sem dores. Ó misericordioso Jesus, fruto bendito de Maria, Virgem Imaculada, tende piedade das pobres almas do Purgatório. Ó Mãe de misericórdia, apressai-vos em socorrê-las.
“Santa Maria, Mãe de Deus” — Mãe e Virgem admirável, rogai por nós, pobres pecadores, e pelas almas do Purgatório “agora e sempre”, mas especialmente “na hora da nossa morte”; e, do mesmo modo que socorrestes estas almas no supremo transe, assisti-lhes agora nas dores daquela prisão, a fim de que, livres por vossa intercessão maternal daqueles tormentos, passem da dor ao regozijo, e do sofrimento à paz e bem-aventurança eterna do Céu; onde, juntamente convosco e com os escolhidos, se alegrarão por toda a eternidade. Assim seja.
Essa e outras orações em sufrágio das almas do Purgatório encontram-se no livro Mês das Almas do Purgatório, disponível em nosso site.
Maio, primavera de nossas almas, doce mês de Nossa Senhora! “Temos um sagrado instinto — diz o Apóstolo São Paulo — que nos leva a chamar pelo Senhor e dizer-Lhe: Abba! Pater! — Pai! Pai!” Na mais bela das preces, Nosso Senhor quer ser chamado Pai: “Pai nosso, que estais no Céu”. Uma noviça, encontrando Santa Teresinha na cela, absorvida numa meditação profunda, perguntou-lhe: “Em que pensa?” Respondeu-lhe a Santa, docemente: “Ah! Minha irmã, medito o Pai-Nosso! É tão doce chamar Nosso Senhor de Pai!”
Há também em nós um instinto que nos constrange suavemente a bradar à Maria, do abismo de nossas misérias: “Mãe! Minha Mãe!” “Mamãe!” É o grito espontâneo do filhinho que padece. E como é triste sofrer sem um olhar, sem um carinho de mãe! Deus teve misericórdia de nós e deu-nos mãe. Não nos deixou órfãos neste exílio. “Eis a vossa Mãe!”, diz-nos Jesus na hora suprema das Suas amarguras.
E agora sentimos a doçura de invocar Maria e lhe bradamos, cheios de confiança: Mãe! Minha Mãe! E “quem tem mãe não perece”, diz o povo. Vi uma cena que me comoveu. Um moço enfermo, na flor dos seus dezessete anos, quase em agonia. Sofria tanto! Sua mãe velava-lhe à cabeceira havia mais de um ano, sempre carinhosa. O sofrimento chega ao paroxismo. “Mamãe! Mamãe! — diz o pobrezinho, a chorar, aconchegado ao seio materno. Se não fosse você, minha mãezinha, eu não poderia sofrer tanto neste mundo!” Ah! Olhemos também para o Céu nas horas sombrias deste exílio e brademos: Maria! Mãe do Céu! Sem o vosso doce e carinhoso olhar materno, quem poderia suportar a noite horrorosa de tantas provações?
Você encontrará essa meditação em nosso livro Breviário da Confiança, disponível em nosso site. Todas as meditações do mês de maio nesta obra são dedicadas a Santíssima Virgem Maria, em honra do seu belo mês.