1. Jesus. Fui morto, filho, e eis que vivo pelos séculos dos séculos.
    Descera de junto ao Pai e viera ao mundo. Deixei o mundo para voltar ao Pai (Jo 16, 28).

Todavia, o amor do meu Coração não permitia nem sofria que deixasse órfãos aqueles que Eu amava mais que a minha vida.

O amor do Pai me convidava para ser glorificado junto dele na claridade que a seu lado já tive, antes que o mundo existisse (Jo 17,5).

Ao invés, o amor aos homens me convidava e obrigava a que permanecesse, para consolá-los em toda tribulação desta vida. E eis que o meu Coração inventou um meio de satisfazer o meu amor para com o Pai, bem como o amor para com os homens.

E um mistério, filho, que eu, depois de subir ao Céu, estou assentado à direita de Deus e, contudo, permaneço convosco até à consumação dos séculos. Mistério, que nenhum mortal jamais imaginaria, se Eu não o tirasse do meu Coração. Mistério transcendente a toda a natureza criada. Mistério, enfim, que excede todo o poder finito.

Havia mister, pois, milagres estupendos, possíveis tão somente pela onipotência divina. Mas o amor triunfa. O amor que no meu Coração Divino concebeu a ideia, ali também achou a força para realizá-la.

Tudo me é possível e tudo me é fácil, quando o quer meu Coração, cujo querer é idêntico com o poder e o realizar.

📖 Livro: Imitação do Sagrado Coração de Jesus, páginas 495, 496.

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